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Bank of America acorda pagar 16,65 mil milhões de dólares para terminar processo judicial

O valor pago pelo banco norte-americano está relacionado com a penalização, por más práticas, seguidas na concessão de crédito à habitação, antes da crise financeira internacional espoletada em 2008.

21 de Agosto de 2014 às 15:26

O Bank of America acordou, finalmente, com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos o pagamento de uma coima de 16,65 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros). Este acordo permite colocar um ponto final no processo desencadeado, pelas autoridades norte-americanas, no seguimento dos procedimentos seguidos pelo banco na concessão de crédito hipotecário no período que antecedeu o início da crise financeira de 2008.

Este é o acordo civil, a envolver apenas uma empresa ou instituição, alcançado pelo montante mais elevado de sempre nos Estados Unidos, referiu o Procurador-Geral Eric Holder aos jornalistas. É também a maior penalidade aplicada por práticas, relacionadas com crédito hipotecário, seguidas antes de 2008, acrescenta o Departamento de Justiça, de acordo com a Bloomberg.

O acordo, que acaba por ser feito por um montante ligeiramente abaixo dos inicialmente noticiados 17 mil milhões de dólares, prevê a divisão do valor total em duas parcelas: 7 mil milhões de dólares serão canalizados em benefício de clientes que contraíram os supracitados créditos à habitação, enquanto os restantes 9,65 mil milhões de dólares serão pagos em dinheiro às autoridades norte-americanas.

A multa aplicada pelo Bank of America, contra más práticas na concessão de crédito hipotecário, supera, assim, as já aplicadas, em Julho, ao Citigroup (7 mil milhões de dólares) e, em Novembro do ano passado, ao JP Morgan Chase (13 mil milhões de dólares).

A administração do Bank of America revelou entretanto que este acordo deverá impactar negativamente em cerca de 5,3 mil milhões de dólares nos resultados antes de impostos do segundo trimestre deste ano. Em 2013, o banco registou lucros totais na ordem dos 11,4 mil milhões de dólares.

Desde que Brian T. Moynihan assumiu a função de CEO do Bank of America, em 2010, o banco já canalizou, escreve a Bloomberg, aproximadamente 55 mil milhões de dólares para despesas relacionadas com a atribuição de crédito imobiliário antes de 2008.

Apesar do acordo agora alcançado, os representantes legais do Bank of America alegaram que a justiça norte-americana não procedeu de forma razoável.

O The Wall Street Journal escreve que os advogados deste banco referiram que o Bank of America estava a ser penalizado por práticas essencialmente adoptadas, antes da crise, por outros bancos, nomeadamente o Merril Lynch e o Countrywide.

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