Bourke continua à frente do Novo Banco. Vai responder a Jacques Beyssade
Muda o dono, mas pouco mais. O BPCE garante que o banco português continuará a ser gerido localmente, com Mark Bourke a manter a liderança de uma instituição que terá membros do grupo gaulês.
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Fechada a compra, o BPCE deixa a garantia de que o Novo Banco vai continuar a operar como até agora, ou seja, de forma independente. Manterá Mark Bourke aos comandos de uma instituição que passará a contar com membros do grupo francês. Além destes, o CEO vai passar a interagir com outro francês, Jacques Beyssade, a quem terá de reportar no seio do grupo que agora integra.
“O Novo Banco continuará a operar como um banco com gestão local, solidamente ancorado em Portugal”, garante o BCPE no comunicado em que é anunciada a conclusão da operação. “No âmbito da nova estrutura acionista, o Novo Banco manterá a plena responsabilidade pela implementação da estratégia definida com o BPCE, no quadro e sob a supervisão do seu novo acionista”, acrescenta.
CEO do Novo Banco
Mark Bourke "é confirmado como CEO”, sendo que “reportará a Jacques Beyssade, Secretário-Geral e membro do Comité Executivo do BPCE”. O grupo francês salienta que os “três novos membros propostos pelo BPCE integrarão o Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco, substituindo os anteriormente designados pela Lone Star Funds”.
“A integração no BPCE assinala o início de um novo e importante capítulo para o Novo Banco, permitindo-nos dar continuidade à nossa estratégia e reforçar ainda mais o nosso papel no financiamento da economia portuguesa”, comenta o CEO do Novo Banco, em comunicado.
“Com o apoio de um dos principais grupos bancários europeus, iremos fortalecer a nossa capacidade financeira e alargar a experiência que colocamos ao serviço dos nossos clientes, tanto na banca de retalho como na banca de empresas”, remata Bourke, lembrando “a dedicação e competência dos colaboradores” do banco para o sucesso alcançado nos últimos anos.