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BPI vai pedir reembolso da totalidade do apoio do Estado

O banco liderado por Fernando Ulrich vai pedir ao Banco de Portugal para reembolsar a totalidade do apoio do Estado. Em causa estão 420 milhões de euros de instrumentos de capital contingente (CoCos”) ainda detidos pelo Tesouro. O pedido baseia-se no facto de o rácio de solidez do BPI ter ficado quase três pontos percentuais acima do mínimo.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 19:44
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A administração do Banco BPI decidiu esta quarta-feira, 23 de Abril, “solicitar às autoridades competentes um pedido de reembolso da totalidade dos ‘CoCos’ ainda detidos pelo Estado”, revela o comunicado de divulgação dos resultados trimestrais publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Em causa estão 420 milhões de euros, ou seja, menos de um terço do apoio que a instituição liderada por Fernando Ulrich recebeu em Junho de 2012.

 

A decisão da equipa de gestão resulta do facto de o BPI ter chegado ao final de Março com um excesso de capital de 489 milhões de euros, tendo em conta as novas exigências de solidez europeias, que entraram em vigor em Janeiro último. De acordo com a versão mais exigente destes requisitos, que só estará em vigor em Janeiro de 2019, o banco tem um nível de solidez de 9,7%, mais de três pontos percentuais acima do mínimo de 7% exigido pelas autoridades internacionais.

 

Com o reembolso da ajuda do Estado o banco de Fernando Ulrich pretende ainda aliviar a pressão que o custo dos “CoCos” exerce sobre a margem financeira, penalizando os resultados. Só no primeiro trimestre deste ano, os juros do apoio público totalizaram 18,2 milhões de euros.

 

(Notícia em actualizada às 20h01)

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