CaixaBank mantém objetivos para 2025-27 apesar de incerteza sobre Irão
Segundo o CEO, que falava numa assembleia-geral ordinária de acionistas do CaixaBank, em Valência, Espanha, o impulso da atividade comercial permitiu ao CaixaBank fechar 2025 com "crescimentos bastante superiores aos previstos".
O CaixaBank, dono em Portugal do banco BPI, mantém os objetivos do plano estratégico 2025-2027, apesar da incerteza gerada pela guerra no Médio Oriente, disse esta sexta-feira o CEO do grupo financeiro espanhol.
Gonzalo Gortázar justificou que há um "mar de fundo mais favorável" do que previsto.
Segundo o CEO, que falava numa assembleia-geral ordinária de acionistas do CaixaBank, em Valência, Espanha, o impulso da atividade comercial permitiu ao CaixaBank fechar 2025 com "crescimentos bastante superiores aos previstos".
"O ano que acabamos de fechar é um passo firme na execução do nosso plano estratégico", afirmou Gaonzalo Gortázar, citado pela agência de notícias EFE.
O presidente do CaixaBank, Tomás Muniesa, também citado pela EFE, revelou que até agora foram superados "amplamente" os objetivos do plano estratégico 2025-2027, graças ao dinamismo do crédito, ao crescimento dos recursos, à redução da morosidade e à capacidade de gerar capital e liquidez.
Segundo Muniesa, o impacto da situação no Médio Oriente altera, porém, as perspetivas para a economia espanhola, numa dimensão que dependerá da duração do conflito.
O presidente do CaixaBank revelou que o gabinete de estudos do banco prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Espanha este ano se fique em 2% (foi 2,8% em 2025 e 3,5% em 2024, segundo os dados oficiais mais recentes).
"A estratégia de segurança dos Estados Unidos e a sua agenda de política externa somam incerteza continuamente. São fatores determinantes na evolução da economia mundial e na estabilidade dos mercados financeiros globais", afirmou.
Tomás Muniesa acrescentou que "a confrontação geoeconómica entre potências é a maior ameaça para a estabilidade global" e é "sinónimo de riscos económicos, inflação, redução do comércio, impacto nas cadeias de abastecimento e volatilidade nos mercados financeiros".
O CaixaBank teve lucros de 5.891 milhões de euros em 2025, mais 1,8% do que no ano anterior.
O banco destacou que a queda das taxas de juro, que marcaram a atividade no ano passado, "foi compensada parcialmente, entre outros motivos, por uma maior atividade comercial (maiores volumes de crédito e de recursos)".
O grupo apresentou em novembro de 2024 um plano estratégico para o período 2025-2027 segundo o qual esperava "acelerar o crescimento", com taxas anuais de aumento no volume de negócio em redor aos 4% até 2027, com expansão na generalidade de todos os segmentos de atividade.
Segundo o Plano Estratégico 2025-2027 do CaixaBank, o BPI deverá crescer também 4% anualmente neste período tanto em concessão de crédito como em recursos de clientes, depois de crescimentos de 3% do volume de negócios entre 2016 e 2024.
Na sequência dos resultados de 2025, o CaixaBank reviu em alta os objetivos deste plano estratégico e aumentou para 6% a meta de crescimento anual do volume de negócio até 2027.
São estes objetivos revistos em alta que os dirigentes do banco disseram hoje que se mantêm inalterados.