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Centeno: Acções judiciais não atrasam venda do Novo Banco

O ministro das Finanças diz que o processo de venda do Novo Banco "está a decorrer dentro dos prazos previstos e sem atrasos".

Negócios 24 de Maio de 2017 às 16:56
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O ministro faz Finanças mostra-se confiante com o processo de venda do Novo Banco, referindo que o negócio com a Lone Star "está a decorrer dentro dos prazos previstos e sem atrasos devido a processos judiciais".

 

Em entrevista à Reuters, Mário Centeno salienta que deixou de existir o prazo de 4 de Agosto para fechar a operação de venda, o que é "positivo", pois este é um "processo de venda que tem muitas contingências".

 

"O processo não está parado, aliás ele está a continuar exactamente no ritmo esperado. É sempre um trabalho muito grande do ponto de vista técnico, jurídico, financeiro que está em curso", afirmou o ministro na entrevista à Reuters, onde dá conta que "as acções judiciais interpostas para travar o processo "não têm qualquer impacto prático neste momento na prossecução e conclusão da venda".

 

Sobre o processo interposto pela BlackRock e um conjunto de outros investidores, Centeno responde que "só posso responder com a informação que tenho de quem dirige o processo", que é o Banco de Portugal. "Quando há incidências de litigância nestas matérias, todos devemos fazer o trabalho com enorme rigor para minorar a possibilidade dessa litigância poder intervir e ter impacto na condução do processo", refere Centeno.

 

"Diria que seguramente, sem interferência do que forem as decisões judiciais que a seu tempo serão tomadas, não há, que me tenha sido feita chegar, nenhuma incidência directa dessas incidências e dessa litigância no processo", acrescentou.

 

O ministro das Finanças adiantou que "há também conversações com os intervenientes nessa operação de 29 de Dezembro", em que as obrigações do Novo Banco foram transferidas pra o BES,  "para podermos, enfim, encontrar uma solução que satisfaça os interesses de todos".

 

Centeno acrescentou que "estamos em contacto" com a BlackRock, garantindo que "os interesses do Estado são seguramente eliminar os impactos negativos que dessa mesma operação" concretizada em Dezembro de 2015, altura em que "havia uma enorme pressão naquele momento em Dezembro de 2015 sobre toda a situação financeira do país".

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