Banca & Finanças CGD baixa juros nos depósitos em 70% a partir de agosto

CGD baixa juros nos depósitos em 70% a partir de agosto

A partir de agosto, o banco público vai baixar em 70% os juros pagos nos depósitos a prazo e poupança. Já quando os juros calculados foram inferiores a 1 euro, não haverá lugar a pagamento.
CGD baixa juros nos depósitos em 70% a partir de agosto
Manuel de Almeida/Lusa
Rita Atalaia 24 de junho de 2019 às 16:09
A Caixa Geral de Depósitos prepara-se para cortar os juros que paga nos depósitos poupança. É uma quebra de 70% em comparação com a que está agora em vigor. Além disso, quando os juros calculados nos depósitos a prazo e poupança foram inferiores a 1 euro, o banco público diz que não vai pagar. 

A informação está a chegar por email aos clientes do banco liderado por Paulo Macedo, com a indicação de que esta alteração vai entrar em vigor a partir de 1 de agosto. "A Caixa vai atualizar em baixa, a partir de 01/08/2019, as taxas de juro dos Depósitos Poupança. Esta alteração produzirá efeitos na data de renovação", refere a instituição financeira. 

Além disso, a partir da mesma data "será alterada a regra de pagamento de juros nos Depósitos a Prazo e Depósitos Poupança, pelo que não serão pagos juros sempre que o valor ilíquido dos juros calculados seja inferior a 1 euro", acrescenta. 

Em causa estão os depósitos a taxa fixa Caixapoupança Reformado, Caixapoupança Emigrante e Caixapoupança Superior. Nestes casos, os juros semestrais passam de 0,05% para 0,015%. 

Este corte de 70% também se vai registar nos depósitos que estão suspensos, mas que ainda se encontram em contas ativas, como é o caso da conta Caixapoupança Mais Reformado, Poupança Caixa Empreender e Caixapoupança Condomínio.

Ao Negócios, fonte oficial explica que, "tendo em conta o contexto de mercado que se vive, a CGD tem vindo a reforçar a proposta de valor para os clientes detentores de Contas Caixa, (Azul, Platina, L, M, etc) bem como a criar, para todos os seus clientes, oportunidades para que os clientes realizem uma maior diversificação das suas carteiras, seja através do investimento em seguros financeiros, fundos ou PPR. A menor capacidade de remuneração de depósitos e poupanças pelo setor bancário assenta na necessidade de ajustamentos progressivos de modo a assegurar a sustentabilidade do setor, no atual contexto."

Na mesma comunicação, o banco alerta que os clientes que não denunciarem o contrato antes da data da entrada em vigor, algo que pode ser feito de imediato e sem custos, "será considerado que aceitou as alterações indicadas".

(Notícia atualizada às 16:53 com mais informação)



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