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Clientes e beneficiários do Montepio Geral criam a Associação Salvem o Pelicano

A situação do Montepio Geral levou um conjunto de clientes, investidores, beneficiários e associados a criar a "Associação Salvem o Pelicano", figura emblemática da instituição financeira.

António Tomás Correia Montepio
António Tomás Correia Montepio Bruno Simão
02 de Junho de 2015 às 21:55

A situação do Montepio Geral, noticiada pela comunicação social, motivou um conjunto de clientes, investidores, beneficiários e associados a criar a "Associação Salvem o Pelicano", disse o seu presidente, Luís Varennes, à agência Lusa. "Em consequência de notícias que têm saído na comunicação social, existe um ambiente de alguma preocupação entre associados, investidores, clientes do Montepio", justificou.

Varennes adiantou que os fundadores da 'Salvem o Pelicano', figura emblemática da instituição financeira, "não têm notícias privilegiadas que indiquem que a associação (Montepio Geral) está pior do que tem sido relatado", considerando que "não há razões para alarmismos excessivos".

O objectivo destes envolvidos na esfera do Montepio agora é o falar com as autoridades, assim como "defender os legítimos interesses patrimoniais dos seus associados em relação ao Montepio Geral e assim preservar o futuro, a idoneidade e a credibilidade do Montepio Geral".

"Tencionamos falar com os reguladores (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Instituto de Seguros de Portugal e Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social). São as quatro entidades que regulam as várias componentes do Grupo Montepio. Vamos ouvir a sua opinião, saber o que sabem, manifestar as nossas preocupações", adiantou. 

Entre os dirigentes da 'Associação Salvem o Pelicano - Pelicano M' estão Tiago Rapaz, que preside à assembleia geral e José Outeiro, que dirige o Conselho Fiscal, para além de Luís Varennes, que chefia a direcção.

No passado dia 26 de Maio, a assembleia-geral do Montepio aprovou uma alteração de estatutos que permite separar os órgãos de administração do banco e da associação mutualista, estando agendado o anúncio do novo presidente da instituição financeira, para suceder a António Tomás Correia (na foto), para o início desta semana.

Isto, depois de a reunião magna da CEMG ter aprovado a modificação da redacção de vários artigos dos seus estatutos. "A modificação aprovada teve por propósitos, por um lado, alterar a política de governo da instituição ao proceder à eliminação de cargos por inerência, tornando-a totalmente independente do Montepio Geral - Associação Mutualista, e por outro lado, introduzir nos estatutos modificações decorrentes do novo Regime Geral das Instituições Financeiras, designadamente através da consagração da existência de diversos comités com competência especializada", informou na altura o Montepio.

Actualmente, Tomás Correia preside os Conselhos de Administração do banco e da associação mutualista, um cenário que se vai alterar em breve, com o responsável a ficar exclusivamente na liderança da segunda entidade.

Com esta alteração dos estatutos será ajustado o modelo de funcionamento da CEMG à última versão da lei europeia bancária, que obriga a uma separação entre a gestão executiva do Montepio, os órgãos sociais e os accionistas.

Tomás Correia, que anunciou que se vai candidatar a um novo mandato à frente da associação mutualista (o actual termina no final do ano) já afirmou várias vezes que tinha quatro nomes em cima da mesa para assumir o cargo, mas nunca revelou as identidades em questão.

Fernando Teixeira dos Santos era o nome apontado pela imprensa como a mais forte hipótese para assumir a presidência executiva do Montepio, algo que caiu em definitivo a 26 de maio, depois de o antigo ministro das Finanças ter dito publicamente que, "depois de prolongada reflexão", decidiu não aceitar o convite.

A 27 de Maio, o governador do Banco de Portugal afirmou no parlamento que as alterações no Montepio Geral "vão no bom sentido", segundo o que lhe foi apresentado e tornado público na Comunicação Social.

O governador referia-se alegadamente a notícias de vários órgãos de comunicação social que davam o nome de José Félix Morgado como o candidato principal a presidente do banco Montepio, após a desistência de Teixeira dos Santos.

 

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