Montenegro vai participar em reunião internacional sobre navegação no estreito de Ormuz
Paulo Rangel confirmou quinta-feira que o primeiro-ministro vai participar numa videoconferência na sexta-feira organizada por França e Inglaterra com o objetivo de organizar uma missão para assegurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz após o fim da guerra. Contributo de Portugal para a missão não será decidido “antes de se saber exatamente o que está em causa".
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse esta quinta-feira que Luís Montenegro vai participar numa videoconferência na sexta-feira com os líderes de França e Inglaterra com o objetivo de organizar uma missão para assegurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz após o fim da guerra.
Citado pela AP, Rangel disse que uma decisão sobre o contributo de Portugal para essa missão não será tomada “antes de se saber exatamente o que está em causa". Rangel afirmou que os portugueses “entendem totalmente o valor da liberdade de navegação” porque são “navegadores há séculos”, de acordo com a agência.
“Por isso vamos estar na reunião, vamos ver quais são os planos”, disse Rangel após um encontro com o homólogo cipriota, Constantinos Kombos.
Na sexta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, presidem a uma videoconferência de países para organizar uma missão defensiva no estreito de Ormuz.
A missão destina-se “a restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz quando as condições de segurança o permitirem”. Na reunião participam “países não-beligerantes prontos a contribuir” para “uma missão multilateral e puramente defensiva”, de contornos ainda por definir e distinta dos esforços dos Estados Unidos.
No final de março, Portugal juntou-se ao grupo de 30 países dispostos a ajudar na reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra. Portugal subscreveu um texto onde os países afirmam estar prontos para "contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura" pelo estreito de Ormuz.
Publicado inicialmente pelo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão na quinta-feira, a declaração defende que "segurança marítima e liberdade de navegação beneficiam todos os países" e apela a todos os Estados para respeitarem o direito internacional e defendam os "princípios fundamentais da prosperidade e segurança globais".
*Com Lusa