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Em PER, ex-SLN tem salários em atraso

A Galilei está a viver dias atribulados. A antiga dona do BPN, que se encontra sob administração judicial para recuperar os seus negócios, perdeu a antiga administração. Tem agora novos líderes. E tem salários em atraso.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 12:33
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A Galilei, antiga Sociedade Lusa de Negócios e ex-proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), tem salários em atraso. É mais um problema para o grupo que tenta, neste momento, salvar com o acordo dos credores as suas operações, que vão desde o turismo à saúde.

 

A empresa diz que em causa estão 13 funcionários. "Existem apenas duas situações pontuais que abrangem 13 empregados, num universo de 1.200 colaboradores", responde a empresa responsável pela comunicação da Galilei ao Negócios. O grupo é dono do British Hospital e tem também ramificações em sectores como a agricultura. 

 

"Contamos, enquanto empresa, regularizar a situação, a breve trecho, através das operações correntes", respondeu também o grupo. Segundo tinha já avançado o Negócios, a Galilei encontra-se num cenário de forte pressão de liquidez, o que dificulta o cumprimento de pagamentos salariais e a fornecedores.

A situação frágil da empresa é verificada num momento de mudanças. A 3 de Novembro, a administração liderada por Carlos Vasconcellos demitiu-se. O pedido de renúncia aos cargos, que terá sido feito por os membros da administração "considerarem que não teriam condições para assumir a condução dos negócios do grupo", foi feito já depois de ter escolhido os sucessores, com base numa escolha interna.

 

"O novo conselho de administração, cooptado pelos anteriores responsáveis, é composto por Gustavo Samouco (presidente), Pedro Oliveira (vice-presidente) e Luís Saraiva, que já eram administradores de sub-holdings e de empresas do grupo", indicou ontem a empresa ao Negócios.

 

A nova liderança chefiada por Gustavo Samouco, 43 anos, que já trabalhava no grupo na área hoteleira, "aceitou este desafio porque acredita na viabilidade do grupo e porque o seu profundo conhecimento das actividades desenvolvidas pelas empresas participadas poderá constituir uma importante mais-valia na condução futura dos negócios", segundo adianta um comunicado emitido pela Galilei enviado às redacções.

 

Neste momento, a ex-SLN encontra-se sob administração judicial depois de ter solicitado a entrada num Processo Especial de Revitalização, em relação ao qual os novos nomes reafirmam "o compromisso com a procura de uma solução que salvaguarde o melhor interesse de todas as partes envolvidas".

  

1.668.294.116,99 euros – é este o valor total de créditos reclamados junto da Galilei no Processo Especial de Revitalização. Segundo a relação provisória dos 1.461 créditos, publicada a 22 de Outubro, no portal de justiça Citius, perto de 80% deste montante - 1.325 milhões de euros – diz respeito a dívida às sociedades estatais que herdaram activos do BPN (Parvalorem e Parups), que era detido pela SLN.

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