EY e ligação familiar condicionam nova administradora da ASF
Carla Sá Pereira é casada com o diretor de supervisão comportamental da EY. Como nova administradora da ASF, está impedida de participar em processos que envolvam o marido, Eduardo Farinha Pereira. Esse impedimento é "total e permanente".
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A nova administradora da Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Carla Sá Pereira, enfrenta vários condicionamentos no exercício do cargo, avança o Eco nesta terça-feira. Por ser casada com o diretor de supervisão comportamental da EY, está impedida, "total e permanentemente", de participar em processos que envolvam o marido, Eduardo Farinha Pereira.
Essa não é, no entanto, a única medida de mitigação de risco de conflito de interesses a que está sujeita. "Todas as situações de impedimento ou escusa serão formalmente registadas em ata, garantindo rastreabilidade e possibilidade de verificação interna posterior", explica a ASF, acrescentando que o acompanhamento dessas medidas caberá à comissão de ética, a quem caberá emitir parecer inicial, e "pode acompanhar a sua aplicação sempre que solicitado, funcionando como instância de apoio e supervisão ética".
Carla Sá Pereira fica também impedida de exercer funções hierárquicas diretas com o cônjuge.
Em audição no Parlamento, garantiu que irá pedir escusa em temas que possam levantar riscos de conflito de interesse, mas o potencial conflito de interesse familiar escapou à audição na Comissão do Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), onde foi ouvido no âmbito da sua indigitação para a ASF.