Engie negoceia com EUA renúncia a concessões de energia eólica offshore
A Engie e a EDP Renováveis já suspenderam três projetos nos EUA. A CEO da empresa francesa admite que é "complicado desenvolver a energia eólica offshore nos EUA".
A Engie está em negociações com o Governo norte-americano para renunciar aos contratos de arrendamento de projetos eólcos offshore a que Donald Trump se opõe.
De acordo com a CEO Catherine MacGregor, "discussões estão a decorrer, e veremos se um acordo é possível". MacGregor falava à Association des Journalistes Economiques et Financiers, em Paris.
A Engie e a EDP Renováveis, que desenvolvem projetos eólicos offshore em todo o mundo através da sua joint venture Ocean Winds, já suspenderam três projetos nos EUA e registaram perdas de valor desde que Trump regressou à Casa Branca no ano passado. "Será complicado desenvolver a energia eólica offshore nos EUA, independentemente da administração", afirmou MacGregor. "É preciso poder afirmar que a política energética é suficientemente estável, independentemente da orientação política do governo", para continuar a investir em tais projetos, disse.
E estas não são as únicas empresas a fazê-lo. A TotalEnergies assinou um acordo com a administração Trump para pôr fim aos seus projetos de energia eólica offshore nos EUA, em troca de um reembolso de quase mil milhões de dólares em taxas de arrendamento. A estratégia de resgate já foi utilizada anteriormente para libertar o governo dos EUA de contratos de arrendamento, especialmente após litígios.
A campanha de Trump contra a energia eólica offshore faz parte de um esforço mais amplo para reverter as políticas climáticas da era Biden e defender os combustíveis fósseis. As suas tentativas de impedir a construção de cinco parques eólicos marítimos foram frustradas por decisões judiciais nos últimos meses.