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Fitch melhora perspectiva da banca portuguesa para "estável"

A expectativa que o crédito malparado na banca portuguesa atinja um pico em 2015 e depois recupere, devido à melhoria da economia, levou a Fitch a melhorar o "outlook" para a banca portuguesa de "negativo" para "estável".

24 de Março de 2011 – Fitch corta 'rating' de Portugal em dois níveis, apesar de ter afirmado que a crise política não teria implicações no país. Um dia depois foi a vez da Standard & Poor’s. No dia 29 de Março a S&P volta a cortar a notação financeira e coloca o “rating” do país a um nível do “lixo”.
Bloomberg
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 15:27
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A Fitch melhorou a perspectiva ("outlook") da banca portuguesa de "negativa" para "estável", devido à estimativa que o crédito malparado no sector atingirá um pico no próximo ano e depois recupere, devido ao regresso da economia portuguesa ao crescimento.

 

Num relatório publicado esta terça-feira, a agência de notação financeira acrescenta como factor positivo para a subida da perspectiva o facto de o sector estar a "melhorar moderadamente a sua rentabilidade".

 

A Fitch nota que apesar desta melhoria, o sector bancário em Portugal permanece com desafios pela frente, nomeadamente reduzir o "elevado ‘stock’ de activos problemáticos, melhorar a sustentabilidade dos resultados e reforçar as almofadas de capital".

 

Apesar da perspectiva para o sector ter sido melhorada para "estável", a perspectiva para o "rating" dos bancos continua a ser "negativo". Quer isto dizer que a agência está mais inclinada para reduzir a notação financeira que atribui aos bancos portugueses do que para subir.

 

Economia cresce 1,2% em 2015

 

Sobre a economia portuguesa, a agência de "rating" nota que recuperação tem sido alargada, com uma recuperação no consumo privado e no investimento. Para o próximo ano a Fitch estima um crescimento do PIB de 1,2%, abaixo da estimativa do Governo e do Banco de Portugal (+1,5%) e em linha com as estimativas do FMI (+1,2%), Comissão Europeia (+1,3%) e OCDE (+1,3%).   

 

Quanto ao desemprego, a expectativa da Fitch aponta para uma queda para 13,8%. "O que vai permitir um novo abrandamento na deterioração da qualidade dos activos" da banca, assinala a Fitch, que ainda assim alerta que "vai demorar algum tempo" até que os indicadores de qualidade dos activos comecem a melhorar devido aos elevados montantes de crédito mal parado.  

 

A agência nota que a desalavancagem do balanço dos bancos vai exercer uma pressão negativa no volume de crédito concedido e que a queda nos preços do petróleo poderá exercer um efeito negativo no negócio das subsidiárias africanas dos bancos portugueses.

 

Ainda assim a Fitch nota que deverá ser à conta do contributo das unidades no exterior que a banca portuguesa regressará aos lucros em 2015. O custo mais baixo dos depósitos, descida das imparidades e corte de postos de trabalho deverão ser os outros factores positivos para os resultados dos bancos no próximo ano.

 

A agência de notação financeira chama ainda a atenção para os riscos relacionados com o Novo Banco, que podem representar um peso negativo para os resultados e capital dos bancos. Ainda assim, a Fitch assume como cenário central a venda do Nova Banco no curto prazo e o diferimento de eventuais prejuízos para o sector por vários anos.

 

(notícia actualizada às 16h00 com mais informação)

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