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Fundo de Resolução aprova contas do Novo Banco

O accionista único do Novo Banco acaba de aprovar as contas relativas ao ano passado, em que os prejuízos caíram para 788,3 milhões. Relatório é o primeiro desde 2014 que não apresenta reservas do auditor.

Sara Matos
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 30 de Maio de 2017 às 18:49

O Fundo de Resolução acaba de aprovar as contas do Novo Banco relativas ao ano passado, em assembleia-geral realizada esta terça-feira, 30 de Maio, adiantou fonte oficial da instituição ao Negócios. Em causa estão os primeiros resultados que não suscitaram qualquer reserva por parte dos auditores da instituição, a PwC, desde a criação do banco em 2014.

 

Em 2016, o Novo Banco registou prejuízos de 788,3 milhões de euros, o que representa uma redução de 15,2% face às perdas contabilizadas no exercício anterior. Nas contas de 2015, a PwC levantou uma reserva às contas, relacionada com a incapacidade de avaliar devidamente a exposição da instituição ao Banco Económico, a entidade angolana que sucedeu ao BES Angola. Outro dos alertas estava relacionado com a capacidade de recuperação dos activos por impostos diferidos.

 

Como revelou Sérgio Monteiro, consultor do Banco de Portugal para o processo de venda do Novo Banco, foi o facto de as contas da instituição apresentarem reservas que fez com que a entidade de supervisão deixasse cair a dispersão em bolsa como cenário alternativo à venda directa do banco. Isto porque as regras dos Estados Unidos impedem a realização de uma oferta inicial de venda (IPO, na sigla inglesa) quando as contas das empresas suscitem reservas aos auditores.

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