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Fundo de Resolução já pagou mais de 400 milhões de euros em juros ao Estado

Com os processos do BES e do Banif, a entidade liderada por Máximo dos Santos pagou até ao momento 466 milhões de euros em juros e comissões ao Estado pelos empréstimos concedidos.

Bruno Simão/Negócios
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 20 de Março de 2019 às 20:09
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O total dos juros e comissões pagos pelo Fundo de Resolução ao Estado pelos empréstimos concedidos relativamente aos casos Banco Espírito Santo (BES) e Banif já se aproximam dos 500 milhões de euros. O número foi dado por Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, no Parlamento. Quanto às contribuições da banca para o fundo, estas já superam os mil milhões de euros.

 

Ao todo, em juros e comissões, o "Fundo de Resolução pagou 466 milhões de euros" ao Estado pelos empréstimos, afirmou o responsável pela entidade perante os deputados, na comissão de Orçamento e Finanças que se realizou esta quarta-feira, 20 de fevereiro. 

 

Estes juros têm pesado nos resultados da entidade. O fundo fechou o ano de 2017 com recursos próprios negativos de perto de cinco mil milhões de euros e um prejuízo de 100 milhões de euros. Um resultado negativo que refletiu os juros pagos pelos empréstimos para o financiamento da resolução aplicada ao BES e das medidas de resolução aplicadas ao Banif. 

 

"Da parte dos empréstimos, o capital não foi devolvido em nenhum, com exceção de 138 milhões de euros no caso dos recursos da medida de resolução aplicada ao Banif", acrescentou o presidente do Fundo de Resolução. 

 

Quanto às contribuições pagas pelo sistema financeiro, estas "são de aproximadamente 1.300 milhões de euros. No total, foi, até agora, quanto o setor bancário contribuiu" para o fundo, detalhou ainda Máximo dos Santos aos deputados.

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