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Gaspar não tem motivos para fazer acusações a Carlos Costa

À comissão de inquérito ao Banif, o ex-ministro das Finanças não quis fazer comentários sobre a recondução de Carlos Costa enquanto governador do Banco de Portugal.  

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Bruno Simão/Negócios
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O antigo ministro das Finanças recusou-se a responder se teria reconduzido Carlos Costa enquanto governador do Banco de Portugal. No entanto, Vítor Gaspar rejeita ter feito qualquer acusação.

"A competência para a designação do governador do Banco de Portugal cabe, nos termos da lei, ao Governo. Não quero fazer quaisquer comentários sobre decisões políticas do Governo em que não estive envolvido (isto é posteriores a Junho de 2013)", indicou Vítor Gaspar na resposta à comissão de inquérito ao Banif. Em 2015, Carlos Costa foi reconduzido como líder do regulador pela sucessora de Gaspar, Maria Luís Albuquerque, mesmo após a resolução do BES.  


A resposta do ex-ministro das Finanças, entre Junho de 2011 e Junho de 2013, foi na sequência de uma pergunta sobre se o aumento das necessidades de capital do Banif ao longo do ano de 2012, obrigando a uma injecção de 1,1 mil milhões de euros de 2013.  


"Quero, no entanto, esclarecer que não fiz, nem nunca tive motivo para fazer, acusações", sublinha Gaspar na carta enviada esta terça-feira, 17 de Maio, aos deputados do inquérito parlamentar.  


Na sua resposta por escrito – já que, por estar em Washington, se recusou vir a Lisboa para uma audição no Parlamento –, Gaspar afirmou que a colocação de dinheiros públicos em 2013 deveu-se a uma garantia de viabilidade do Banco de Portugal, que se baseou em análises que o então ministro considera fiáveis. 

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