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Habitação. Jovens já usaram mais de metade da garantia pública

Até ao final de novembro os empréstimos com garantia do Estado para compra de casa atingiam 52,8% da dotação da medida.

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casas, venda, imobiliário Alexandre Azevedo
05 de Janeiro de 2026 às 11:46

A garantia pública de apoio aos jovens no crédito à habitação está esgotada em 52,8%, tendo alcançado 626 milhões de euros. Os dados, referentes a novembro, foram divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

O penúltimo mês de 2025 foi o segundo com maior número de créditos concedidos ao abrigo do regime: foram quase 2.500, num total de 522 milhões de euros. Foi ultrapassado apenas por outubro, quando foram assinados 2.641 empréstimos no valor de 541,4 milhões de euros.  “Estes contratos representaram 47,8% dos contratos e 50,2% do montante contratado por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade. Em relação ao mês anterior, o número de contratos com garantia do Estado e o montante contratado diminuíram 5,4% e 3,5%, respetivamente”, acrescenta o BdP.

No total, desde que a medida chegou ao terreno no arranque de 2025, foram assinados 22.933 empréstimos para compra de casa com garantia do Estado, num total de 4,5 mil milhões de euros. “Estes contratos corresponderam a 42% do número de contratos e 44,4% do montante contratado, no mesmo período, por jovens até aos 35 anos”.

Os créditos com garantia pública representavam, até ao final de novembro, 23,2% do número total de contratos e 26,5% do montante de crédito.

Forte procura

A garantia do Estado para apoiar os jovens até aos 35 anos na compra da primeira casa a crédito foi lançada pelo Governo para combater a crise na habitação. A medida prevê que o Estado garanta até 15% do valor do imóvel, cujo valor não pode ser superior a 450 mil euros. Os rendimentos dos beneficiários não podem exceder o oitavo escalão de IRS.

A garantia, que foi alvo de forte procura, permite que os bancos financiem até 100% do valor do imóvel, algo que em circunstâncias normais não seria possível: os mutuários teriam de ter a chamada “entrada”, com as instituições financeiras a concederem crédito de, no máximo , 90% do valor da transação.

A garantia pública levou também a um aumento do preço das casas.

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