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Isabel dos Santos saúda solução no BPI e BFA e defende idoneidade em todo o processo

Depois de permitir a aprovação da desblindagem dos estatutos do BPI, a empresária angolana vem agora dizer que BPI e BFA têm "condições" para continuar a crescer.

22 de Setembro de 2016 às 10:09

Isabel dos Santos assina uma declaração em que se mostra satisfeita com a desblindagem dos estatutos do BPI, que coloca o CaixaBank a dominar o banco português. A empresária acredita que o BFA, que deverá passar a ser por si controlado, tem as "condições" para crescer.

"Saúdo a solução encontrada para resolver a situação no BPI, que reflecte o consenso entre os accionistas e mostra o sentido de compromisso e responsabilidade que sempre orientou a actuação da Santoro", declara a empresária numa nota enviada às redacções. Isabel dos Santos é a líder da Santoro, que tem 18,6% do BPI.

Embora sempre se tenha mostrado contra a desblindagem ao longo dos últimos anos, a empresária absteve-se na votação que teve lugar na assembleia-geral de quarta-feira. O limite de 20% que existia nos direitos de voto acabou e o CaixaBank passou a controlar 45,5% do banco português. Por esse motivo, o preço da oferta pública de aquisição lançada pelos catalães teve de ser revisto em alta (de 1,113 para 1,134 euros).

Na declaração, Isabel dos Santos não adianta se vende a sua posição na OPA do CaixaBank e ainda não foi possível esclarecer esta informação. O Negócios já noticiou, contudo, que a ideia da Santoro é desfazer-se das acções no BPI.

Mas não é apenas sobre o BPI que a empresária fala na declaração. Também menciona o Banco de Fomento Angola, onde o banco português tem 50,1%. A administração de Artur Santos Silva e Fernando Ulrich propõe a venda de 2% do banco, em troca de 28 milhões e do aval à desblindagem (já dado), ficando sem a maioria do capital no BFA e, portanto, à mercê da parceira Unitel, empresa também liderada por Isabel dos Santos. Assim, o BPI consegue cumprir a obrigação de reduzir a exposição a Angola, como pretende o Banco Central Europeu (BCE). Ontem, o Negócios falou com fonte da Unitel próxima do processo que admitiu que havia uma "possibilidade muito elevada" de a companhia angolana dar o seu sim nesta operação.

"Estão reunidas as condições para que ambas as instituições, o BPI e o BFA, consolidem a sua posição nos mercados português e angolano, contribuindo para o crescimento das economias de ambos os países", indica ainda a nota.

Depois de dois anos à procura de soluções, com avanços e recuos na relação com o CaixaBank, Isabel dos Santos defende a sua postura em todo o processo. "Desde o início, conduzimos este processo com idoneidade e transparência, de forma a responder aos interesses de todas as partes envolvidas".

(Notícia actualizada com mais informações às 10:25; rectificada para indicar que o BPI tem 50,1% do BFA)

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