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JPMorgan paga multa histórica de 920 milhões por manipulação de preços

O banco norte-americano foi acusado de "spoofing" depois de uma investigação concluir que vários funcionários do segmento de "trading" estariam a manipular os preços de metais preciosos e de títulos do Tesouro.

9.º JPMorgan Chase – 388,7 mil milhões de dólares
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Setembro de 2020 às 16:38
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O JPMorgan Chase & Co vai pagar uma multa de mais de 920 milhões de dólares devido à acusação de "spoofing", uma prática de manipulação dos preços dos ativos no mercado, através da introdução de uma grande quantidade de ordens de compra ou venda de vários blocos de títulos, sem intenção de as executar. 

Esta é a maior penalização de sempre imposta pela Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), depois de uma investigação mostrar como seis funcionários do banco manipularam os preços do ouro e da prata, durante mais de oito anos.

Até ao momento, dois dos indiciados acusaram-se como culpados, enquanto que os restantes quatro estão ainda a aguardar julgamento. As práticas ilegais por parte do segmento de "trading" do banco americano foram denunciadas às autoridades dos Estados Unidos e incidem também sobre títulos do Tesouro norte-americano. 

Por norma, esta técnica conhecida como "spoofing" consiste na negociação no mercado de futuros, através da entrada de uma grande quantidade de blocos de ordens para a compra ou venda de títulos, que, depois, são canceladas antes de serem executadas.

Assim, esta quantidade anormal de ordens cria uma pressão compradora ou vendedora artificial no preço dos títulos, permitindo que o investidor possa depois vendê-los ou adquiri-los com valores mais altos ou mais baixos.

Esta prática tornou-se bastante popular nos últimos anos, principalmente depois de Michael Coscia se ter tornado a primeira pessoa na história a ser condenada por um tribunal norte-americano, devido à manipulação de preços no mercado de matérias-primas, uma prática que lhe permitiu manipular os contratos de futuros com recurso à negociação de alta frequência.

Coscia acabou por ser considerado culpado por seis crimes de fraude a que se juntaram outros seis de "spoofing", uma decisão que deixou os reguladores alerta para possíveis novos casos idênticos.
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