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Lucros da CGD caem para 47,1 milhões sem contributo da Fidelidade

A base de negócio da CGD melhorou no primeiro semestre, mas a venda de dívida também ajudou. A actividade em Portugal deu um contributo para o resultado da Caixa, mas o negócio internacional continua a ser mais relevante. Os rácios de solidez deslizaram.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Julho de 2015 às 17:06
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A Caixa Geral de Depósitos registou um resultado líquido de 47,1 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Um resultado que poderá ser comparado de duas formas: uma redução de 57,2% face ao período homólogo, quando o banco alcançou um lucro de 110,1 milhões de euros devido às receitas extraordinárias com a venda da Fidelidade e aos proveitos de ter 15% na seguradora; uma inversão face ao prejuízo de 169,3 milhões de euros registado no período homólogo, quando não contabilizadas essas receitas extraordinárias com a seguradora.

 

Em termos de lucro, a actividade internacional justifica 44,7 milhões de euros de resultado, com a grande ajuda a vir do BNU Macau, de acordo com o comunicado revelado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A actividade em território nacional da Caixa Geral gerou 2,4 milhões de euros.

 

Começando pela base de resultados de um banco, a margem financeira (diferença entre os juros cobrados e os juros recebidos) somou 14,3% para os 582,1 milhões de euros, beneficiando do facto de o custo dos depósitos estar mais baixo, tendo em conta o actual ambiente de reduzidos taxas de juro.

 

De acordo com o comunicado, a instituição financeira presidida por José de Matos verificou uma queda de 1,5% nas comissões cobradas aos clientes.

 

Em termos positivos, as contas da CGD contaram com uma subida de 81,7% para 302 milhões de euros no primeiro semestre na rubrica de operações financeiras, graças a venda de dívida pública europeia e à gestão na cobertura de risco da taxa de juro.

 

Assim, a soma de todos estes proveitos resultaram num produto da actividade bancária de 1.154 milhões de euros, um aumento de 25,8% face a Junho de 2014. Em contraponto, os custos operativos somaram 4,3% para 652,5 milhões de euros, prejudicados pelo facto de os encargos com pessoal se terem agravado, sobretudo na actividade internacional.

 

"O montante de provisões e imparidades do semestre atingiu 321,7 milhões de euros, uma redução de 99,2 milhões de euros (-23,6%), face aos 420,9 milhões de euros do período homólogo de 2014, reflectindo a melhoria gradual das condições de risco do crédito nos mercados em que a CGD actua", nota ainda o comunicado. 

É na sequência destas evoluções que o lucro se situou nos 47,1 milhões de euros.

 

Crédito desce, depósitos sobem

 

Até Junho, os recursos de clientes (depósitos) avançaram 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado para os 69.818 milhões de euros. Em sentido inverso destacou-se o crédito a clientes, com uma quebra de 1,7% para 71.885 milhões de euros.

 

No que diz respeito ao crédito concedido, houve uma redução tanto nos particulares como nas empresas. O crédito vencido há mais de 90 dias totalizou 7,4% do crédito total na CGD, acima do rácio de 7% um ano antes. A cobertura do crédito vencido acompanhou essa evolução e passou de 95,2% para 99,1%.

 

Em termos de capital, houve uma deterioração dos rácios de solvabilidade. O rácio Common Equity Tier 1, calculado numa base transitória, fixou-se em 10,8% no final de Junho de 2015, abaixo de 11,1% do mesmo período do ano anterior. Já o Common Equity Tier 1, com base nas regras definitivas e mais exigentes, desceu de 10,2% para 9,6%. 

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