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Mais uma dor de cabeça para Miguel Maya? Bancos polacos sob ameaça de imposto se não subirem taxas de depósitos

O banco central polaco já subiu as taxas diretoras por nove vezes consecutivas, até aos 6%, e deverá continuar a seguir esta política agressiva até atingir os 8,5%.

Negócios jng@negocios.pt 03 de Julho de 2022 às 08:43
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Jaroslaw Kaczynski, líder do Partido da Lei e Justiça (PiS) que governa a Polónia desde 2015, ameaçou este sábado os bancos que operam no país com um imposto caso não acelerem a subida das taxas de juro que oferecem nos depósitos. O líder partidário não detalhou, no entanto, como seria aplicado esse imposto adicional.

A relutância dos bancos polacos em aumentar os juros pagos aos depositantes tem sido criticada pelo governo polaco, numa altura em que os polacos enfrentam cada vez mais dificuldades em pagar os seus créditos num cenário de inflação.

As críticas à banca polaca resultam de esta não estar a acompanhar as subidas nas taxas de juro diretoras do Banco Nacional da Polónia, que iniciou um agressivo ciclo de aumento das taxas - a última subida, de 75 pontos base foi aplicada a 8 de junho - até aos atuais 6%. As taxas diretoras polacas encontravam-se num mínimo histórico de 0,1% em setembro do ano passado, tendo em outubro sido aumentadas para 0,5%. Desde então, o banco central polaco tem vindo a subir as taxas a um ritmo mensal.

"Os bancos devem ganhar juízo e aumentar radicalmente as taxas de juro dos depósitos", disse Kaczynski. "Caso contrário, teremos de taxar esses lucros extra", ameaçou.

O BCP está presente na Polónia através do Millennium Bank, no qual tem uma participação de controlo. O negócio no país tem, aliás, penalizado as contas da instituição financeira liderada por Miguel Maya devido às provisões relacionadas com antigos créditos em francos suíços.
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