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Maya sobe a CEO do BCP mas mantém tutela sobre direcção de crédito

Miguel Bragança e João Nuno Palma continuam a ser os vice-presidentes da comissão executiva. Já a Fosun, por Jorge Magalhães Correia, é o número dois de toda a administração, com a Sonangol a ficar com a segunda vice-presidência.

Miguel Maya trabalhava no BPA quando este foi integrado pelo BCP. Chegou à administração em 2009. Em 2018, passa a presidente executivo. Tiago Sousa Dias
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Julho de 2018 às 14:36
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Num banco que continua a sentir o peso do malparado, o novo presidente executivo do Banco Comercial Português, Miguel Maya, decidiu manter consigo a tutela da direcção de crédito. Já Miguel Bragança continua como vice-presidente e responsável pelas finanças. São constatações da nova distribuição de pelouros da comissão executiva do banco privado, que já recebeu a aprovação do Banco Central Europeu.  

 

Até aqui, enquanto vice-presidente, Miguel Maya estava responsável pelas direcções de crédito, recuperação e imobiliário. Agora, subindo a presidente executivo, o gestor, que está na administração desde 2009, ficou com a direcção que dá pareceres e decide sobre as propostas de crédito e também sobre as propostas de reestruturação, segundo a distribuição de pelouros disponível no site do BCP.

 

Na generalidade dos principais bancos portugueses não acontece: a direcção de crédito não está nos CEO na CGD, no Santander Totta e no BPI.

 

De resto, Maya fica com os pelouros que tradicionalmente cabem ao CEO no BCP e que estavam já com Nuno Amado, como a comunicação e os recursos humanos. E ontem começou com uma mensagem aos trabalhadores, em que anunciou o plano "Mobilizar", em que quer dar força aos serviços móveis.

 

Os dois vice-presidentes da anterior comissão executiva mantêm-se nos cargos: Miguel Bragança, que assegura a continuidade enquanto responsável financeiro e passa a ter a assessoria jurídica (antes nas mãos de Iglésias Soares, que não ficou na comissão executiva); e João Nuno Palma, que fica com pelouros que já tinha (direcção de banca privada), aos quais junta outros que estavam anteriormente em Conceição Lucas (que não está na nova equipa e que foi convidada para liderar o Banco Atlântico Europa, após a retirada do nome de Carlos Silva, ex-vice-presidente do BCP).

 

João Nuno Palma, que entrou pela mão da Fosun no banco em 2017, vai também ter a responsabilidade directa sobre a sucursal de Macau, uma região onde o BCP quer expandir a sua presença.

 

José Miguel Pessanha fica com o "rating" e o acompanhamento regulatório, bem como a direcção de risco e de compliance (ainda que aqui haja dependência face a comissões específicas dentro do banco). Da mesma forma, o retalho continua a cargo de Rui Miguel Teixeira, herdando o imobiliário de Miguel Maya.

 

A novidade na equipa executiva liderada por Miguel Maya, Maria José Campos, fica com a área de recuperação dos segmentos de empresas e de retalho, bem como a informática.

 

Fosun com primeira vice-presidência

A nova equipa executiva é mais reduzida, passando de oito para seis elementos. Os membros da comissão executiva fazem parte do conselho de administração composto por 17 elementos, liderado por Nuno Amado, que fica com a responsabilidade pela direcção de auditoria, que já era da sua tutela enquanto CEO.

 

Na administração, a Fosun ganha peso. Jorge Magalhães Correia, o presidente da Fidelidade e que é "partner" global do grupo chinês, é o primeiro vice-presidente da administração. Valter de Barros, nomeado pela Sonangol, é o segundo vice-presidente. Por inerência, também Maya é vice-presidente da administração.




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