Miguel Maya a caminho da recondução no BCP
Haverá uma "evolução na continuidade" na composição dos órgãos sociais do Millennium, afirma o chairman Nuno Amado. Miguel Maya, que evita comentar o tema, deverá suceder a si próprio.
Miguel Maya deverá ser reconduzido enquanto CEO do BCP. Pelo menos é essa a proposta que será apresentada aos acionistas na assembleia geral marcada para abril. A confirmação chegou nesta quarta-feira pela voz do chairman do banco, Nuno Amado.
Na apresentação dos resultados de 2025, o presidente executivo, cujo mandato já terminou, foi questionado sobre o tema, mas evitou comentar o assunto, remetendo para o presidente do conselho de administração. Nuno Amado, por sua vez, referiu que "a proposta que foi apresentada ao supervisor no ano passado é uma proposta de evolução na continuidade do conselho de administração do BCP, mantendo a estrutura".
O chairman do únnico banco cotado na bolsa de Lisboa acrescentou que "existe a intenção dos principais acionistas de propor a continuação do presidente da assembleia geral e do presidente da comissão executiva". "É o que faz sentido", sublinhou, destacando que "se fosse acionista, gostaria de ter uma evolução, mas com continuidade".
Apesar da esperada continuidade de Miguel Maya no cargo, haverá uma renovação em alguns mandatos do conselho de administração, revelou o chairman.
Não foram detalhadas quais as mudanças específicas que serão feitas, sendo que o banco remeteu para abril a divulgação da informação relativa às alterações no seu “board”.
Miguel Maya, que assumiu o cargo de CEO do BCP em 2018, caminha agora para o seu terceiro mandato consecutivo à frente do banco que, a confirmar-se, se estenderá até ao final de 2029.
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