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Novo Banco não se compromete com números de rescisões para reestruturação

Esta semana, houve encontro entre a administração do Novo Banco e os sindicatos. Na anterior, já tinha havido uma reunião com a comissão de trabalhadores. Nas duas, não houve dados concretos, apenas um ponto da situação.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 14:24
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O Novo Banco não se compromete com números para a sua própria reestruturação, nomeadamente no que diz respeito a eventuais rescisões, já que o cálculo depende ainda do sim da Comissão Europeia. Esta foi uma das conclusões saídas do encontro de sindicatos com a administração da instituição financeira. 

 

Esta segunda-feira, 14 de Dezembro, houve uma reunião entre dirigentes sindicais e a administração do banco herdeiro dos activos e passivos considerados saudáveis do Banco Espírito Santo. À Lusa, o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Rui Riso, afirmou que Eduardo Stock da Cunha não fez comentários sobre a reestruturação porque é matéria reservada "ao Estado português, ao Banco de Portugal e à Direcção-Geral da Concorrência europeia (DG-Com)".

 

Segundo confirmou o Negócios, a reunião entre dirigentes de estruturas sindicais e a administração do Novo Banco não tinha o tema da reestruturação como ponto essencial mas acabou por tornar-se central neste momento em que se sabe que o projecto foi já entregue a Bruxelas.

 

O encontro deveria ter acontecido na semana passada, período em que ocorreu uma reunião com a comissão de trabalhadores do Novo Banco. O presidente, Carlos Gonçalves, declarou ao Negócios que o banco tem uma posição "evasiva", dado que apenas foi feito o projecto de plano de reestruturação, que depois carece de aprovação da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia.

 

É Bruxelas que vai ditar qual a redução do quadro necessária e qual o montante disponível para o fazer. Até lá, não há números confirmados. De qualquer forma, o Negócios já noticiou que o número deverá rondar os 1.000 postos de trabalho, segundo antecipa a proposta da própria administração. Em Junho, o banco contava com 6.715 trabalhadores em Portugal e 812 nas unidades internacionais, contando ao todo com 7.527 funcionários. O objectivo de Eduardo Stock da Cunha é ter menos de 6.000 trabalhadores em Portugal.

               

Os restantes bancos portugueses que receberam ajuda estatal nos últimos anos (BCP, BPI, CGD e Banif) foram obrigados a reduzir o quadro de trabalhadores, através de programas de pré-reformas e rescisões amigáveis, e a cortar nos balcões. No caso do Novo Banco, também se prevê a venda de activos não estratégicos, como a seguradora GNB Vida e o francês BES Vénétie. Questões que não estão ainda fechadas, já que tudo dependerá de decisão de Bruxelas.

 

Além do plano de reestruturação, há um plano de capitalização que já seguiu para o Banco Central Europeu, que prevê a forma de o banco colmatar as necessidades reveladas nos testes de stress na ordem dos 1,4 mil milhões de euros.

 

Tal como não há números, não há ainda datas para que a DGComp e o BCE possam avaliar estes planos do Novo Banco, ainda que se antecipe que a primeira análise possa ocorrer nas próximas semanas. Estes são elementos essenciais para relançar o processo de venda da instituição, cujo primeiro concurso internacional foi cancelado em Setembro.

 

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