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O presidente da Caixa vai à agência

Paulo Macedo foi cumprimentar clientes e funcionários ao balcão das Amoreiras, em Lisboa. Os jornalistas foram convidados a assistir, com o novo presidente do banco a responder a algumas perguntas.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2017 às 16:59
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Serviço A. Senha 51. Posição 1. É esta a numeração da senha que está a ser atendida no balcão da Caixa Geral de Depósitos nas Amoreiras. É um dia diferente. Além dos clientes, há uma pessoa na agência: o novo presidente do banco público.

 

Paulo Macedo entrou em funções a 1 de Fevereiro. Nesse mesmo dia pediu uma audiência com o Presidente da República mas não se ficou por aí: teve uma reunião com os directores e, dois dias depois, esteve com trabalhadores.

 

"Convidamos [o vosso] órgão de comunicação social para acompanhar a visita do presidente executivo, Dr. Paulo Macedo, à agência da Caixa, nas Amoreiras, em Lisboa, pelas 10:30". O convite chegou às redacções esta quinta-feira para o encontro esta sexta. E houve adesão.

 

Câmaras de televisão, repórteres fotográficos e jornalistas estão presentes. Enquanto Macedo, de gravata azul (a cor do banco público) vai visitando os vários trabalhadores nos locais de atendimento, há uma avalanche de câmaras a captar as imagens. E o ex-governante já não estava habituado a uma "recepção" de tal maneira, como assumirá mais tarde. "Exactamente", é o que admite quando os jornalistas perguntam se tinha saudades. Na agência que visita, as paredes contam com publicidade e folhetos da CGD. "Onde é que tenho o meu ordenado? Na Caixa, com certeza". 

 

Há outros folhetos, dos parceiros do banco liderado pelo ex-ministro da Saúde. Um deles é da Multicare, da Fidelidade, seguradora que já pertenceu na totalidade ao grupo público, mas onde agora só detém 15%. "A saúde do Filipe procura orientação médica online" avança uma das publicidades. Um dos objectivos do plano de reestruturação acordado por António Domingues é o de aproveitar mais as comissões pelos produtos seguradores comercializados. E Macedo assume o plano na sua presidência:  "cumprir com o que está estabelecido" é a sua missão. "Não faz sentido que as sucessivas administrações estejam sempre a alterar os compromissos do Estado português", dirá aos jornalistas após a visita.

 

Clientes para crescer

 

"Temos mais aqui", anuncia a funcionária que vai guiando Paulo Macedo pela agência, apresentando-a aos trabalhadores. Quando anda, as câmaras seguem-no. Seja nos locais de atendimento normais para particulares, seja na parte de empresas. Os vidros para o exterior permitem ver que, do lado de fora da agência, há clientes que usam as caixas de levantamentos. É aí que podem ser actualizadas as cadernetas – ao balcão, a partir de Maio, essa actualização vai passar a ser de 1 euro.


"Os clientes não deixaram a Caixa", assegurou Paulo Macedo nas respostas aos jornalistas, dadas depois da visita que fez pela agência, altura em que a senha já tinha avançado mas em que ainda não tinha saído da casa dos 50. O número de clientes não foi muito durante a visita. Aliás, o facto de muitos serviços estarem digitalizados é um dos motivos para que, no plano de reestruturação, estejam previstos os cortes de balcões, acompanhados das reformas e pré-reformas de mais de 2.000 trabalhadores. "O que iremos fazer é, sobretudo, cumprir com o que está estabelecido em termos de objectivos", repete. Macedo mantém os objectivos de Domingues mas distingue-se, logo no início, da sua comunicação.

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