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Prejuízos e despedimentos no pior ano de sempre da banca

Jornais desta manhã destacam os maus resultados da banca em 2013, os piores desde que a crise começou. 2,14 mil milhões de euros em prejuízos, menos 1.240 trabalhadores e 230 agências.

Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2014 às 09:43
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Ano negro. CGD, BCP, BES, BPI, Totta e Banif registaram um resultado negativo conjunto de 2,14 mil milhões de euros em 2013, mais um terço no vermelho do que em 2012. No ano passado, apenas BPI e Totta conseguiram ficar em terreno positivo, mas piores que em 2012. BCP e Banif foram os únicos a melhorar o seu desempenho, mas ainda assim somaram perdas de quase 500 mil euros cada um.

 

“Os cinco maiores bancos nacionais encerraram 2013 com um prejuízo global de 1,66 mil milhões de euros, igualando o pior ano da história registado em 2011. Juntando o Banif então é mesmo, indiscutivelmente, o pior resultado de sempre do sector, em Portugal”, escreve o Diário Económico na edição de hoje.

 

Segundo o jornal, os maus resultados espelham em grande medida olimpar da casa no final de 2013 a tempo dos exames que o BCE fará este ano ao balanço dos bancos europeus. Auditorias solicitadas pelo Banco de Portugal a grandes clientes e os planos de reestruturação impostos pela troika em troca de dinheiro para recapitalização, também ajudaram a pintar um quadro particularmente negro.

 

O Negócios avança que as auditorias do Banco de Portugal a grandes clientes impuseram prejuízos de BES e CGD em 110 milhões de euros, e explica que, entr os cinco grandes, “o agravamento dos resultados do sector (apenas o BCP reduziu prejuízos) deveu-se sobretudo à queda de proveitos, que se acentuou, sobretudo a margem financeira”, isto é, à diferença entre rendimentos (juros) pagos e recebidos.

 

O Jornal de Notícias destaca na sua edição de hoje que “só os cinco maiores bancos portugueses [BCP, BES, BPI, CGD e Banif] fecharam 235 agências e reduziram 1243 trabalhadores” em 2013, com a principal fatia na redução de pessoal a chegar da CGD, “que Portugal reduzir o quadro de pessoal em 500 pessoas”.

 

O BCP liderou no fecho de balcões, com uma redução de 839 para 774 balcões, mantendo-se ainda assim à frente da CGD (766 balcões em 2013, menos 60 que em 2012) como o banco com maior representação no país. Nas contas do JN os cinco maiores bancos nacionais fecharam o ano passado com 34.344 trabalhadores e 3.155 agências.

 

Lucros em 2014? Prognósticos só no fim do jogo

Apesar do ano negro e da limpeza dos balanços, e mesmo com a melhoria das perspectivas económicas para 2014 é ainda cedo para confiar no regresso aos lucros do sistema financeiro este ano, escreve o Económico.

 

Enquanto não se registar um regresso do investimento empresarial não serão possíveis melhorias significativas. E neste momento ninguém arrisca. “Tanto é que CGD e BES não se comprometem ainda com regresso a resultados líquidos positivos em 2014, estando o BCP mais optimista, antecipando voltar aos lucros na segunda metade do ano”, escreve o jornal.

 

Do lado da banca a maior parte do ajustamento em termos de alavancagem do sector parece estar feito. O Negócios escreve que “quase todos os 5 grandes já cumprem a meta de desalavancagem recomendada pela troika, uma vez que o rácio de transformação de depósitos em créditos já está na fasquia dos 120% que era a meta para final deste ano. Apenas o Santander está um pouco acima deste limiar nos 126%”.

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