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Santander Totta sobe lucros para 527 milhões em 2019

O aumento das comissões compensou a quebra da margem financeira. Este foi o melhor resultado de sempre do Santander em Portugal.

Tiago Petinga
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 30 de Janeiro de 2020 às 12:14
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O Santander Totta reportou resultados líquidos de 527,3 milhões de euros em 2019, valor que representa uma subida de 5,5% face aos lucros de 500 milhões que tinham sido alcançados no ano anterior. A contribuir para o melhor resultado de sempre do banco em Portugal esteve o aumento das comissões, que compensou a quebra na margem financeira.

As comissões líquidas totalizaram 380,5 milhões no conjunto do ano passado, o que representa um aumento de 4,8% face a 2018. Já a atividade de seguros cresceu mais de 9% para 21,6 milhões, enquanto o resultado em operações financeiras, onde se inclui a gestão de carteiras de dívida, passou de valores negativos para um resultaod de 95,2 milhões de euros.

Estes indicadores compensaram a quebra de 1,2% na margem financeira, que totalizou 857,6 milhões de euros. Esta diminuição acontece numa altura de taxas de juro em níveis historicamente baixas, um cenário que tem penalizado a margem financeira da maioria dos bancos.

Feitas as contas, o produto bancário acabou por crescer em 7% e totalizou 1.344 milhões de euros.

Também o volume total de crédito diminuiu ligeiramente, em 1%, para os 39.984 milhões de euros. Esta quebra fica a dever-se exclusivamente ao segmento de empresas, onde o volume de crédito caiu 3% para 17,6 mil milhões. O crédito a particulares aumentou em 0,7% e ascendeu a 21,7 mil milhões.

Já o rácio de exposições não rentáveis (NPE, na sigla em inglês) reduziu-se para 3,3%, contra os 4,2% registados no final de 2018. Esta redução acontece num ano em que o banco concentrou esforços na venda de crédito malprado, um fator que também motivou a quebra do volume de crédito concedido a empresas.

Quanto aos recursos de clientes, onde se incluem depósitos, fundos de investimento e seguros, houve uma subida de 6% para os 42,4 mil milhões de euros.

O rácio de common equity tier 1 subiu de 14% em 2018 para 15,2% no ano passado.
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