Banca & Finanças Ulrich: "Saudades não vou ter nenhumas porque continuo cá"

Ulrich: "Saudades não vou ter nenhumas porque continuo cá"

O ainda presidente executivo do BPI assegura que a sua passagem a "chairman" foi "consensual" com o CaixaBank. Fernando Ulrich concorda com o facto de o novo líder do banco vir do grupo catalão.
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Miguel Baltazar - Fotografia
Diogo Cavaleiro 08 de fevereiro de 2017 às 18:53

Fernando Ulrich defende que a sua saída da presidência executiva do BPI, e passagem a presidente do conselho de administração, "foi completamente consensual e acordado com o Gonzalo Gortázar", o líder do CaixaBank. E não vai ter saudades.

 

"Acredito fortemente que é a melhor solução para o banco e para os clientes do banco", disse Ulrich na conferência de imprensa após a apresentação de resultados da oferta pública de aquisição (OPA), operação em que o CaixaBank passou a ter 84,5% do BPI.


"O BPI, a partir de hoje, faz parte do grupo CaixaBank. Isso é claro. Até agora, o CaixaBank era o maior accionista. A partir de hoje, o CaixaBank controla o BPI. Não há nenhuma dúvida sobre isto e eu entendo que isto é uma boa notícia para o BPI e para os clientes", indicou Fernando Ulrich.

 

Segundo o gestor, que passará a ser "chairman" na assembleia-geral de 26 de Abril, dia em que completa 65 anos, "a entrada em funcionamento desta nova fase, que é diferente da anterior – e não haja qualquer dúvida sobre isso –, deve ser protagonizada na liderança executiva por alguém originário do CaixaBank, independentemente da nacionalidade, que conheça o grupo CaixaBank e que possa liderar".

 

O espanhol Pablo Forero será o presidente da comissão executiva do BPI, cargo até aqui ocupado por Fernando Ulrich.

 

"Não podia ser o protagonista da transposição, para o BPI, de tudo o que de bom o CaixaBank tem para dar", disse Ulrich, que também avançou o facto de estar perto de completar 65 anos para sair daquela função.

 

Na presidência da administração, Ulrich mostra-se disponível para fazer o que "a lei, os estatutos e as entidades de supervisão pretendem que seja executado pelo presidente da administração", e também aquilo que o CaixaBank pretender do seu cargo. "O que farei resultará dos desafios e das orientações que me dêem".

 

"Saudades não vou ter nenhumas porque continuo cá", concluiu. 

 




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