Belmiro de Azevedo: “ganhámos dinheiro no Brasil até hoje, mas também perdemos muito”

Belmiro de Azevedo, hoje distinguido com o Prémio Personalidade do Ano pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, faz um “balanço largamente positivo” da presença da Sonae no Brasil, apesar dos reveses que sofreu em alguns dos investimentos efectuados.
Belmiro de Azevedo: “ganhámos dinheiro no Brasil até hoje, mas também perdemos muito”
Inês F. Alves 19 de Junho de 2015 às 21:15

"Perdi 700 milhões investidos no sector da distribuição", recorda Belmiro de Azevedo, justificando assim a opção de centrar depois os seus negócios no sector dos "shoppings".

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No entanto, apesar dos reveses iniciais, o empresário destacou a perseverança da presença da Sonae no país e, hoje, faz um "balanço largamente positivo" dos investimentos no Brasil.

Belmiro de Azevedo não deixou, porém, de deixar um recado: "Se o Brasil quer ter a ambição de ser um parceiro da Europa, ou mesmo mundial, tem de fazer algo face à excessiva protecção da produção local", replicou, salientando que o país não pode "fazer jogo duplo".

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Actualmente, a Sonae tem cerca de 1.200 funcionários no Brasil, 40.000 pessoas em Portugal e entre 10 a 11 mil pessoas fora de território luso.

Além de Belmiro de Azevedo, também Frederico Curado, presidente da empresa aeronáutica brasileira Embraer, foi homenageado nesta cerimónia, na qual marcou presença o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.

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De recordar que Belmiro de Azevedo deixou a presidência do conselho de adiministração da Sonae em Abril deste ano, sendo substituído pelo filho Paulo de Azevedo.

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