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Mais de 40% das empresas de restauração e bebidas admitem pedir insolvência

O mais recente inquérito da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal conclui que 43% das empresas do setor da restauração e bebidas ponderam entrar em insolvência.

José Sena Goulão
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 04 de Agosto de 2020 às 20:45
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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) voltou a medir o pulso ao setor, e os resultados são "verdadeiramente alarmantes". O mais recente inquérito da associação, conduzido entre 31 de julho e 03 de agosto, conclui que no setor da Restauração e Bebidas, "43% das empresas ponderam avançar para insolvência". 

Os números são ainda mais expressivos no caso específico das empresas de animação noturna, refere a AHRESP. Entre os proprietários de bares e discotecas inquiridos, 62% ponderam requerer insolvência.

Segundo a AHRESP, "a esmagadora maioria" dos empresários "refere que não irá conseguir suportar os encargos habituais, como pessoal, rendas, energia, fornecedores e outros, a partir do mês de agosto". 

Assim, "no início da retoma, e em pleno período da tradicional 'época alta'", o setor depara-se com um "cenário sem esperança para milhares de empresas e dezenas de milhares de postos de trabalho". 

Para cerca de 75% das empresas inquiridas, o mês de julho terminou com perdas superiores a 40%. Mais de 16% das empresas não conseguiram pagar salários e 14% pagaram parcialmente os vencimentos devidos. Desde o início do estado de emergência, em março, 16% das empresas já efetuaram despedimentos. E mais de 30% "assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano", conclui o estudo. 

O inquérito também incidiu sobre as empresas do Alojamento Turístico, onde o cenário é "igualmente alarmante", considera a associação. Neste setor, 17% admitem avançar para insolvência. Em julho, 27% das empresas não tiveram registo de hóspedes. Para 20%, a taxa de ocupação máxima rondou os 10%. "Estes resultados traduzem-se numa quebra homóloga superior a 90% na taxa de ocupação, referida por cerca de 36% das empresas", conclui o inquérito, que apresenta resultados semelhantes para todas as regiões do país. 

Face a este contexto, as empresas partem para o mês de agosto carregadas de pessimismo. Cerca de 19% antecipam uma taxa de ocupação nunca superior a 10%, e mais de 24% dos empresários "perspetivam uma ocupação entre 10% e 30%". Destas, 22% já não conseguiram pagar os salários de julho e 9% pagaram parcialmente. Entre as empresas inquiridas há 15% que já assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao fim do ano, enquanto 61% admitem que podem não conseguir fazê-lo. 

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