Comércio Pingo Doce abre loja sem dinheiro físico na Nova SBE

Pingo Doce abre loja sem dinheiro físico na Nova SBE

O Pingo Doce inaugurou esta quinta-feira a sua primeira "Lab Store", um projeto piloto de loja em que não se pode pagar com dinheiro físico. Na loja situada no Campus da Universidade Nova, em Carcavelos, os clientes fazem as compras através de uma "app" e não existem filas de espera.
Pedro Curvelo 03 de outubro de 2019 às 17:42

O Pingo Doce inaugurou esta quinta-feira a sua primeira "Lab Store", um projeto piloto de loja em que não se pode pagar com dinheiro físico. Para fazer compras, os clientes têm apenas de utilizar uma aplicação ("app") e ter associado um cartão de crédito.

O projeto, que demorou ano e meio a concluir, é visto por Isabel Ferreira Pinto, diretora-geral do Pingo Doce, como uma forma de "observar, estudar e aprender sobre novas tendências de consumo e novas formas de comprar".

A responsável salientou que a inovação na nova loja não é apenas tecnológica, mas também no sortido de oferta e na tipologia de loja.

Para entrar, fazer compras e sair da loja é necessário descarregar a "app" Pingo Doce & Go Nova, desenhada especificamente para este estabelecimento.

Após ter descarregado a aplicação, os clientes podem retirar os produtos das prateleiras e fazer "scanning" dos códigos de barras das suas compras com os telemóveis. No final, com um meio de pagamento associado à sua conta, os clientes podem sair sem terem de passar por qualquer caixa.

Para aqueles que não associem um cartão de crédito à conta há a possibilidade de pagar nas caixas automáticas "self-checkout" com cartão de débito ou crédito. Uma coisa é certa: não se pode pagar em dinheiro.

Para André Ribeiro Faria, chief marketing and consumer officer (CMCO) da Jerónimo Martins, o novo espaço é "um laboratório onde vamos conhecer o consumidor, em particular o da Geração Z". O gestor, responsável pelo projeto da nova loja, salientou que a empresa "falou com os estudantes para conhecer quais as suas necessidades".

E duas questões emergiram como fulcrais: a rapidez nas compras e a disponibilidade de horário.

Assim, as compras, garante André Ribeiro Faria, podem ser feitas "num minuto, literalmente" e apesar de a loja funcionar das 07:30 às 21:00 existe uma máquina no exterior que está disponível 24 horas por dia e que recorre a inteligência artificial e visão por computador, permitindo fazer a compra automaticamente.

"A porta do expositor é desbloqueada com a app, retira-se os produtos e quando se fecha a porta, as compras são adicionadas de forma automática à conta do cliente", detalhou.

O responsável destacou que a nova loja foi desenvolvida maioritariamente com tecnologia "made in Portugal", tendo como parceiros as portuguesas Outsystems, Truewind e Reckon.ai, uma startup sediada no Porto, e ainda a polaca Forcom, uma PME polaca que é fornecedora da Biedronka, a cadeia de retalho da Jerónimo Martins na Polónia, e que é especializada em sistemas de pagamento.

Oferta de produtos a pensar nos estudantes estrangeiros

A loja, que conta com 20 colaboradores, aposta fortemente no "take-away", apresentando alguns produtos que apenas estão disponíveis na "Lab Store". Andreia Arsénio, de 27 anos, é a "mais nova gerente de loja do Pingo Doce", assinalou Isabel Ferreira Pinto.

A responsável da loja explicou ao Negócios que ao nível da oferta específica da loja incluem-se produtos como refeições de sushi, "muffins", "wraps" de alface, saladas e sandes diferentes das existentes nas outras lojas da cadeia de supermercados da Jerónimo Martins. "A oferta foi pensada tendo em conta a existência de um elevado número de estudantes estrangeiros", referiu.

Andreia Arsénio sublinha que a loja irá servir "três mil estudantes aqui do campus e, no total, incluindo a comunidade local são oito mil pessoas".

Cerca de um quinto dos produtos disponibilizados na "loja-laboratório" não se encontram na restante rede do Pingo Doce. E, adiantou Isabel Ferreira Pinto, "após vermos a aceitação que têm poderemos colocá-los à venda noutras lojas do grupo".

"Temos de ser nós a experimentar, quer as novas tecnologias quer novos produtos e serviços", insiste André Ribeiro Faria. "É com os erros que aprendemos e conseguimos evoluir", reforça.

Após a apresentação à imprensa, a loja abriu portas ao público e foram muitos os estudantes que resolveram estrear o novo espaço. As primeiras impressões foram positivas, tendo em conta alguns dos jovens clientes ouvidos pelo Negócios.

João, de 19 anos, salientou a possibilidade de "despachar as compras muito rapidamente e mostrou-se satisfeito com a variedade da oferta".

Já Susana, de 20 anos, elogiou a "estética" da loja e garantiu que a oferta do "take-away" lhe despertou a curiosidade. "Vou deixar de ir sempre à cantina", disse.

(notícia atualizada às 20:30 com mais informação)




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