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Google com estratégia para escapar a regras europeias

Documentos internos da gigante tecnológica revelam estratégia para "enfraquecer o apoio" e "aumentar a oposição" contra regras de Bruxelas para o setor digital.

Negócios 29 de Outubro de 2020 às 10:01
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A Google está a preparar uma campanha contra os reguladores europeus. No topo da lista de pessoas a abater está o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Beton. O objetivo da empresa fundada por Sergey Brin e Larry Page é evitar a implementação de regras que limitem o funcionamento das gigantes tecnológicas na União Europeia. 

De acordo com o jornal Público, documentos internos da Google revelam que a estratégia no combate à nova legislação europeia passa por "aumentar a oposição", "enfraquecer o apoio" e "encontrar aliados" como a empresa de viagens Booking.com, que aparece listada como um possível parceiro.

Questionada pelo Financial Times, a Booking.com revela não estar interessada em cooperar com a tecnológica, afirmando que têm interesses opostos.

O novo Ato de Serviços Digitais da União Europeia, anunciado em junho deste ano, prevê uma atualização das regras que regem o comércio eletrónico, limitando as práticas anti-concorreciais e monopolistas das gigantes tecnológicas.

A Google já foi alvo de várias multas na União Europeia por abuso de poder. Em 2018, foi obrigada a pagar 4.340 milhões de euros - a coima mais elevada - por causa dos termos e condições para a utilização do Android (sistema operativo da Google), que favoreciam o domínio da empresa nas pesquisas online feitas através dos telemóveis. 

A saturação com os abusos de mercado das gigantes tecnológicas não existe só na Europa. Os reguladores norte-americanos equacionam mesmo desmantelar empresas como a Google, Facebook, Amazon ou Apple. Recorde-se que no dia 29 de julho, os CEOs das empresas - Sundar Pichai (Alphabet, empresa mãe da Google), Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Tim Cook - foram chamados ao Congresso norte-americano para responder a perguntas sobre alegados abusos de posição. 

Por cá, a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, rejeita a ideia de separar empresas, afirmando que existem outras soluções para o problema.
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