Lucros da Mota-Engil aumentam 24% no primeiro semestre (correcção)

A Mota-Engil fechou o primeiro semestre do ano com um lucro de 5,7 milhões de euros. Excluindo o efeito de Angola, a empresa teria triplicado os seus lucros.
Bruno Simão
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Sara Antunes 30 de agosto de 2018 às 09:16

A Mota-Engil terminou o primeiro semestre com um resultado líquido de 5,74 milhões de euros, o que compara com os 4,6 milhões reportados há um ano, revelou a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins numa apresentação enviada para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Excluindo as regras que contabilizam de forma diferente o impacto de economias hiperinflacionadas, como o caso de Angola, a Mota-Engil teria lucrado 15,2 milhões de euros, o que corresponde ao triplo do reportado há um ano. 

A contribuir para a melhoria dos lucros da construtora esteve o aumento das receitas, que atingiram os 1,25 mil milhões de euros. "No primeiro semestre de 2018, a América Latina foi a região que mais contribuiu para o volume de negócios do grupo (39%), registando uma performance similar à evidenciada no período homólogo de 2017, fruto nomeadamente da execução da elevada carteira de encomendas angariada em anos anteriores", realça a Mota-Engil no comunicado de apresentação de resultados.

Já o EBITDA da empresa caiu mais de 5% para 176,5 milhões de euros, enquanto a margem de EBITDA situou-se nos 14%, adianta a empresa. Esta quebra do EBITDA é justificada pela actividade na Europa, onde se verificou uma descida de 25%, bem como pela adopção das novas regras contabilísticas. 

A contribuir para a evolução positiva dos lucros esteve também a melhoria dos resultados financeiros, que passaram de 47 milhões de euros negativos para 10,1 milhões de euros negativos, o que se justifica com as "diferenças cambiais favoráveis originadas essencialmente pelos títulos de dívida pública angolana detidos pelo grupo expressos ou indexados ao dólar.

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(Notícia corrigida às 9:59. Altera título e lead. Os lucros da Mota-Engil foram de 5 milhões de euros e não de 15 milhões de euros como inicialmente noticiado. Os 15 milhões de euros referem-se ao valor conseguido caso a contabilização de Angola fosse idêntica à do ano passado, o que não acontece devido às regras contabilísticas)

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