pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minuto08.02.2026

APA nega acusação de questões administrativas para falta de energia

Acompanhe os desenvolvimentos relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.

08 de Fevereiro de 2026 às 17:15
08.02.2026

APA nega acusação de questões administrativas para falta de energia

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeitou este domingo a responsabilidade de falta de energia por questões administrativas, que diz dever-se apenas a danos na estação de bombagem, na sequência da acusação do presidente da Câmara de Montemor-o-Velho.

"Não corresponde à verdade que a falta de energia ou a sua reposição se tenham ficado a dever a quaisquer razões de natureza administrativa, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente", lê-se num comunicado deste organismo público enviado à agência Lusa.

No documento, a APA indicou que "a linha de alimentação de energia elétrica da Estação de Bombagem foi danificada na sequência da passagem da tempestade Kristin, comprometendo o funcionamento dos respetivos equipamentos".

"Acresce que as características dos equipamentos da referida estação inviabilizam o recurso a fontes alternativas de alimentação de energia, nomeadamente a utilização de geradores", referiu.

Segundo a APA, desde a ocorrência, "têm sido desenvolvidos todos os esforços para a reposição do fornecimento de energia à Estação de Bombagem, em articulação e com o máximo empenho de todas as entidades envolvidas".

"A APA, em conjunto com as demais entidades, tem desenvolvido um esforço significativo de gestão do Sistema Hidráulico do Mondego durante este período. Esse esforço, que se iniciou semanas antes das tempestades que assolaram o país, contribuiu para impedir que as cheias tivessem consequências mais graves para pessoas e bens", escreveu no documento no qual assume que "todas as entidades continuam empenhadas, na resolução desta situação" de cheias.

O comunicado de imprensa da APA foi enviado à agência Lusa depois de ter noticiado que o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, acusava a agência de não deixar ligar a bombagem que permitiria retirar a água acumulada naquele município do Baixo Mondego, considerando "vergonhosa" a "inoperância" da autoridade ambiental.

A acusação de José Veríssimo, hoje, surgiu na sequência da questão levantada pela agência Lusa se já estava em funcionamento a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da povoação da Ereira, isto depois de as autoridades terem estado vários dias a tentar ligar o equipamento.

José Veríssimo começou por dizer não querer falar sobre o assunto, classificando-o de "mais uma vergonha", mas acabou por falar numa alegada "falta de autorização" da APA para "ligar" a bombagem.

"Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas", acusou o autarca.

08.02.2026

E-Redes contabiliza 70 mil clientes sem energia elétrica às 12:00

Cerca de 70 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 12:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.

No segundo balanço do dia enviado pela E-Redes à agência Lusa mantém-se o registo de descida do total de clientes sem luz elétrica, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.

Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin. Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.

Hoje, pelas 12:00, estavam cerca de 70 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin. Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 42 mil, seguindo-se Santarém, com nove mil, Coimbra, com oito mil, e Castelo Branco, com dois mil clientes sem eletricidade.O balanço anterior, divulgado às 08:00 de hoje, indicava que havia 76 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica.

08.02.2026

Governo coloca 48 municípios em situação de contingência até ao dia 15

O Governo colocou 48 concelhos de Portugal continental em situação de contingência até ao dia 15 devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, segundo um despacho publicado em Diário da República.

De acordo com o despacho, publicado em Diário da República no sábado, a situação de contingência para estes 48 municípios está em vigor desde as 00:00 de quinta-feira, dia 05, e o dia 15 de fevereiro.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade iria voltar a ser alargada, estendendo-se por mais sete dias, até ao dia 15.

Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido a medida até ao dia 08 de fevereiro para um total de 68 concelhos.

Além de prolongar a situação de calamidade, no Conselho de Ministros realizado na quinta-feira o executivo decidiu decretar a situação de contingência "nas zonas com risco maior em termos de inundações", que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

"Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente", declarou o primeiro-ministro nesse dia.

Assim, e de acordo com o despacho publicado no sábado, são 48 os municípios que estão em situação de contingência, entre os quais Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Alvito, Amarante, Anadia, Arcos de Valdevez, Arganil, Azambuja, Barcelos, Benavente, Braga, Cartaxo, Cascais, Castro Marim, Chamusca, Chaves e Coruche.

Estão também abrangidos pela situação de contingência os concelhos de Ferreira do Alentejo, Gavião, Gondomar, Grândola, Lamego, Lisboa, Loures, Mafra, Mortágua, Oeiras, Oliveira do Hospital, Ourique, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Portalegre e Porto.

Os municípios de Salvaterra de Magos, Santiago do Cacém, Santo Tirso, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Tábua, Trofa, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António e Vila Verde fazem igualmente parte da lista.

"Considerando a ausência de previsão de melhoria das condições meteorológicas ou de redução dos níveis de risco e dado o contínuo registo de ocorrências relacionadas com cheias, inundações e deslizamentos de terras", o Governo "decidiu declarar a situação de contingência nas zonas com maior risco de cheias e inundações, de modo a assegurar as condições para continuar a prevenir e a reagir com o mais elevado grau de prontidão", lê-se no despacho.

08.02.2026

E-Redes vai divulgar às câmaras clientes sem energia, mas exclui órgãos de comunicação social

A E-Redes vai remeter às câmaras municipais o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas os órgãos de comunicação social estão excluídos desta informação, segundo fonte oficial da empresa.

"Os números por concelho serão divulgados às Câmaras Municipais assim que os tivermos", declarou à agência Lusa fonte oficial da E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.

A mesma fonte oficial adiantou que "à comunicação social não há números por concelho", com a empresa a assegurar que "o número de clientes com eletricidade reposta está a aumentar".

"A E-Redes, sempre que tiver números disponíveis relativos à reposição da energia elétrica a nível nacional e, concretamente, das zonas mais afetadas pela depressão Kristin, vai divulgar aos meios de comunicação social como tem sido feito até agora", declarou.

De acordo com informação enviada esta manhã aos 'media', às 08:00 de hoje a E-Redes tinha por alimentar cerca de 66 mil clientes na zona da depressão Kristin e um total de 76 mil clientes em todo o território continental.

No sábado, a câmara e as 20 juntas de freguesia de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes.

08.02.2026

Situação mantém-se crítica, alerta Proteção Civil

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas "a situação continua bastante crítica" em relação a risco de cheias, pela saturação de solos e albufeiras em níveis máximos.

"Eu quero alertar toda a população portuguesa que a situação continua bastante crítica, com todas as albufeiras nos seus níveis máximos de armazenamento, e, portanto, estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira, quando está previsto mais um episódio meteorológico [que] poderá ter alguma severidade, continuam a ser críticas e a manter-nos todos em profunda situação de alerta", disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre.

No 'briefing' das 12:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), o comandante nacional alertou para novo agravamento a partir do final da tarde de hoje e para a possibilidade de precipitação forte nos distritos litorais do continente até Aveiro, "que poderá ser para aviso amarelo em algumas zonas".

"Este aparente desagravamento da situação meteorológica durante o dia de hoje não significa uma passagem do risco. Portanto, nós continuamos com risco elevado devido às inundações, não é a precipitação em si ou os fenómenos de precipitação, não é a chuva que nos vai causar problemas significativos, é a saturação dos solos e as zonas que já estão inundadas", explicou o comandante nacional.

Às 12:00 de hoje a Proteção Civil registava 11.213 ocorrências desde as 16:00 de 01 de fevereiro (domingo passado) e pelo menos 1.272 deslocados desde as 16:00 de 27 de janeiro (chegada da depressão Kristin a Portugal), sobretudo devido a deslizamentos de terras, "a situação que mais desalojados está a criar", sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.

O risco mais significativo de inundações regista-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, sendo que no Tejo o plano especial para as cheias se mantém no nível vermelho. Mário Silvestre adiantou também que há oito planos distritais de proteção civil ativados e 92 municipais, e 19 situações de alerta por parte dos municípios.

A Proteção Civil mantém-se em nível de prontidão máximo (nível 4) até às 23:59 de segunda-feira, altura em que será feita uma reavaliação desse nível para os dias seguintes.

O fornecimento de energia ainda não foi restabelecido para 76 mil pessoas, segundo números da E-Redes de hoje de manhã, e Mário Silvestre referiu que, desses, 66 mil são consequência direta da passagem da depressão Kristin pela zona centro.

Mário Silvestre voltou a reforçar recomendações de prevenção e proteção às populações, apelando para que se mantenham longe dos cursos de água e que não atravessem zonas inundadas, nem de carro nem a pé, sublinhando que 30 centímetros de água são suficientes para provocar o arrastamento de pessoas.

O responsável apelou para que se alertem as autoridades para situações de fissuras recentes no solo, quedas de árvores ou deslizamentos de terras.

08.02.2026

E-Redes contabiliza 76 mil clientes sem energia elétrica às 08:00

Cerca de 76 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.

No balanço enviado pela E-Redes à agência Lusa regista-se uma descida do total de clientes por alimentar, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.

Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin.

Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.

Hoje, o número voltou a descer, com um total de 76 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

08.02.2026

Caudais do Tejo estabilizam no distrito de Santarém

Os caudais do rio Tejo no distrito de Santarém mantêm-se este domingo relativamente estáveis, entre os 6.000 e os 6.500 metros cúbicos por segundo, indicou à Lusa a Proteção Civil de Santarém.

Segundo o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, as barragens de Fratel e Pracana estão a debitar cerca de 5.000 metros cúbicos por segundo (m³/s), enquanto Castelo de Bode liberta aproximadamente 1.000 m³/s, valores que, somados ao comportamento das linhas de água, mantêm o Tejo num patamar considerado estável face aos episódios de cheia mais severos registados na última semana.

Manuel Jorge Valamatos destacou ainda que o comportamento das ribeiras tem sido particularmente positivo, contribuindo para aliviar a pressão sobre o Tejo e também sobre o Zêzere.

"As ribeiras têm conseguido largar bastante água e diminuir os seus caudais, e isso manifesta-se no Tejo e na junção com o Zêzere", afirmou, sublinhando que este fenómeno ajuda a criar "uma situação mais estável", sobretudo num contexto em que as condições meteorológicas começam a dar sinais de melhoria.

Segundo informações transmitidas pela Agência Portuguesa do Ambiente à estrutura distrital, a chuva deverá diminuir "de forma significativa" ao longo do dia de hoje.

"A tendência é para que se mantenham os níveis das descargas, de forma a que as barragens possam fazer o seu encaixe para dias mais chuvosos que, infelizmente, se avizinham", acrescentou Manuel Jorge Valamatos.

Apesar de o comportamento do Tejo ser, nesta fase, mais favorável do que nos momentos mais críticos da cheia, em que se registaram valores de 8.000 m³/s em Abrantes, no distrito de Santarém continuam a registar-se ocorrências relacionadas com os efeitos acumulados da chuva e da saturação dos solos.

Segundo o responsável da Proteção Civil, existem ainda situações associadas a quedas de árvores e derrocadas, que continuam a exigir acompanhamento permanente das equipas no terreno.

"A situação está mais tranquila, mas temos de estar todos muito atentos e acompanhar a todo o momento", alertou.

O responsável reforçou ainda que a diminuição da chuva será crucial para que ribeiras e barragens recuperem capacidade de armazenamento, contribuindo para estabilizar os caudais do Tejo nas próximas horas.

08.02.2026

Exército com 1.648 militares em 41 concelhos de 12 distritos

O Exército contabiliza este domingo no terreno 1.648 militares distribuídos em 41 concelhos de 12 distritos de Portugal, apoiados por centenas de viaturas e outros equipamentos para ajudar as populações afetadas pelas cheias.

Em comunicado, o Exército informa que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".

No dia de hoje, "o Exército tem 1.648 militares empenhados, em 12 distritos e 41 municípios, garantindo missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica".

Para assegurar esta capacidade "estão mobilizadas 153 viaturas táticas ligeiras, 129 viaturas táticas pesadas, 23 máquinas de engenharia e 15 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário".

Até ao momento, indica o Exército, "o esforço desenvolvido traduziu-se "na proteção e recuperação de habitações, com 207 lonas/telas aplicadas e 64 coberturas reparadas", bem como no restabelecimento de acessos e apoio logístico.

Além disso, foram ainda transportadas 264 toneladas de carga e 362 quilómetros itinerários/estradas abertos e removidas 526 toneladas de escombros, em operações de "recuperação de condições de segurança".

Na nota, o Exército refere que foram igualmente disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 773 patrulhas, apoiadas 233 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 1.350 quilogramas de roupa lavada.

"Em operações de resposta imediata, foram também transportadas 500 pessoas, instalados 180 metros de barreiras de contenção e utilizados 10.133 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis", enumera.

O Exército Português assegura que "continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno".

08.02.2026

Toda a costa com aviso de agitação marítima e dois distritos devido a neve

Toda a faixa costeira de Portugal continental está este domingo sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à exceção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve.

De acordo com o 'site' do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas.

A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.

Num dia em que a chuva e o vento parecem ter dado tréguas, apenas os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo, por causa da queda de neve acima de 1.300 metros, com acumulação de cerca de 5 cm acima dos 1.600 metros.

O IPMA alerta para os impactos prováveis, como acumulação e possível formação de gelo, causando interdição ou condicionamento de vias, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.

No que respeita às ilhas, os grupos central e ocidental do arquipélago dos Açores estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, sendo que as ilhas do Corvo e das Flores também estão com aviso amarelo para a agitação marítima.

O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde.

Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres.

Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação atualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.

Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respetivamente.

Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.

No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros.

O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de janeiro) e de Rabo de Peixe.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

07.02.2026

Famílias isentas de pagar renda de habitação social este mês na Marinha Grande

As famílias que vivam em habitação social do Município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, estão isentas este mês de pagamento, devido ao impacto da depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a autarquia revela que "tomou mais medidas extraordinárias de apoio social, destinadas a aliviar o esforço financeiro das famílias do concelho, num contexto particularmente exigente devido aos efeitos da tempestade Kristin".

Assim, "determinou a suspensão total do pagamento das rendas de habitação social do mês de fevereiro de 2026, medida que visa apoiar agregados familiares com maiores dificuldades económicas".

"O objetivo é garantir estabilidade e segurança habitacional, evitando situações de incumprimento durante este período excecional", justifica a câmara presidida por Paulo Vicente.

A autarquia tem 265 habitações sociais, disse à agência Lusa fonte do município.

A câmara determinou ainda a suspensão do pagamento dos bilhetes da TUMG -- Transportes Urbanos da Marinha Grande até 15 de fevereiro, permitindo que "todos os passageiros utilizem os transportes urbanos de forma gratuita".

"Esta iniciativa procura assegurar a mobilidade de quem depende do transporte público para deslocações essenciais, nomeadamente trabalho, saúde ou educação", refere, ressalvando que, devido a constrangimentos operacionais, o serviço urbano da TUMG continua "a funcionar de forma condicionada durante a próxima semana".

Assim, as linhas Verde 2, Vermelha 9 e Roxa 11 estão temporariamente suspensas. Em pleno funcionamento, e com reforço e alargamento de horários, estão as linhas Verde 1, Vermelha 10 e Roxa 12.

As restantes linhas mantêm o funcionamento normal.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

07.02.2026

Circulação ferroviária suspensa em troços de seis linhas às 13 horas

A circulação ferroviária registava neste sábado, pelas 13 horas, um novo condicionamento na Linha de Vendas Novas (Alentejo) e mantinha-se condicionada nas linhas do Norte, Douro e Oeste, devido ao mau tempo, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

De acordo com a IP, em comunicado, na Linha de Vendas Novas (distrito de Évora) a circulação está suspensa entre as estações de Lavre e de Canha.

Por outro lado, mantém-se suspensa a circulação na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B; na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho; na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira; na Linha da Beira Baixa, entre Mouriscas e Sarnadas; e na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias e na concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a bifurcação Chelas.

As perturbações na rede ferroviária nacional resultam das condições meteorológicas adversas da última semana, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", indicou a empresa pública.

"Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", explicou a IP.

A Infraestruturas de Portugal referiu que as equipas estão no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

07.02.2026

Zero: Efeitos de tempestades são "preço muito elevado" que pedem nova política

O presidente da associação ambientalista Zero considera que os efeitos das recentes depressões que assolam o país são "um preço muito elevado" sobre infraestruturas, cidades e florestas, que só será possível compensar corrigindo procedimentos e o ordenamento do território.

"É realmente difícil nós termos custos tão elevados para [...] aprender em diversos campos, desde as infraestruturas até, obviamente, à gestão das bacias hidrográficas, à resiliência das cidades e, também, das florestas", afirmou Francisco Ferreira, em declarações à Lusa.

Para o presidente da Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável, os danos provocados pela depressão Kristin, principalmente na zona Centro, seguida da Leonardo, são "um preço muito elevado", só compensado se se aprender e corrigir, "de forma tecnicamente robusta e economicamente bem avaliada, as diferentes vertentes que foram afetadas" das "atividades incluindo, obviamente, do território".

"No que diz respeito à floresta, curiosamente, uma primeira aprendizagem que nos parece clara é que as várias plantações de monoculturas dominantes que temos nas zonas atingidas foram claramente prejudicadas, quer o pinheiro bravo, quer o eucalipto", salientou o também coordenador do Cense - Centro de Investigação Ambiental e de Sustentabilidade, da Universidade Nova de Lisboa.

Embora muitas outras espécies tenham sido afetadas, mostrou-se impressionado com "zonas de pinhal em que os troncos foram literalmente cortados ou as árvores tombaram".

Nos eucaliptos, "o corte não foi tão evidente", mas muitos ficaram inclinados e outros caíram.

"Houve também, e isso é verdade, vários casos de espécies autóctones que, face a esta tempestade, também sofreram os seus efeitos, principalmente aqui estamos a falar do vento em conjugação com as circunstâncias em que o solo também dava menos suporte à estrutura das árvores", admitiu.

Numa primeira análise, para várias espécies autóctones, acautelando-se "o terreno em que se encontram, as pendentes em que foram plantadas" ter-se-á "uma maior resiliência do que as plantações de espécies únicas tradicionais" que, neste caso, "foram mais vulneráveis".

Em relação ao ordenamento do território, "há determinados impactos que eram inevitáveis e que são também, em alguns casos, recorrentes", como as cheias em "algumas zonas do país", embora também se registem situações "muitíssimo menos habituais, como é o caso do Sado".

Apesar de o rio Sado já antes ter provocado cheias em Alcácer do Sal, o dirigente associativo notou que, pela acumulação de águas e consequências em termos de deslizamento de terras e derrocadas, existe "um problema de gestão do solo, que agora foi claramente visível".

"Temos zonas que não deveriam estar a ser ocupadas, com determinadas atividades, ou impermeabilizadas. Numa bacia hidrográfica tudo conta, mas é evidente que a ocupação de áreas de maior declive e os próprios incêndios que ocorreram nos últimos anos" têm vindo a fragilizar "um dos aspetos mais críticos do ponto de vista da importância dos ecossistemas e do território que é o solo", apontou.

Pegando no exemplo de Setúbal, explicou que o Parque Urbano da Várzea está "completamente inundado", mas salvou a cidade sadina "de cheias significativas agora".

Destacou ainda a importância do Projeto Setúbal Verde, após anos de luta de várias associações ambientalistas, como a Quercus e também a Zero, para que a zona "fosse salvaguardada", com bacias de retenção, apesar de alguns erros "dos últimos anos".

Francisco Ferreira disse que os atuais eventos extremos fizeram-nos perceber "que danos podem surgir", como "a vulnerabilidade" do fornecimento de eletricidade, as atividades agrícolas destruídas e a floresta, habitualmente mais danificada "pelos incêndios do que por tempestades".

"Precisamos aqui de olhar do ponto de vista da resiliência e [...] dos custos, o que é que tem sentido ou como é que tem sentido reconstruirmos e sermos muito rigorosos naquilo que são alertas fundamentais e cruciais", nomeadamente associações de ambiente e "muitos especialistas em ordenamento de território", defendeu.

Quanto aos efeitos das tempestades, principalmente na zona Centro, vamos ter uma floresta "mais fragilizada, quer porque o solo foi erodido, quer porque as árvores estarão debilitadas" e nos próximos anos se verá "quer em termos de crescimento de biomassa e de acumulação", quer "de temperatura e precipitação".

Acima de tudo, Francisco Ferreira preconizou como prioridade "garantir a segurança das zonas afetadas", sejam florestais ou "urbanas com a presença de árvores", para assegurar "a segurança das pessoas" e "dos bens".

07.02.2026

Primeiro-ministro destaca articulação com Espanha para evitar "males maiores"

Luís Montenegro destacou neste sábado a articulação permanente com Espanha, nas últimas quatro semanas, que "tem sido fundamental" para evitar "males maiores", exemplificando com o rio Douro, mas advertiu que essa gestão está "num pico de sensibilidade".

"Essa gestão é uma gestão que neste momento está num pico de sensibilidade porque, quer Portugal quer Espanha, estão a viver o mesmo problema e, portanto, temos de fazer de forma coordenada essa gestão", afirmou Luís Montenegro, depois de ter estado na zona ribeirinha do Peso da Régua a observar o caudal do rio Douro, que subiu significativamente nas últimas semanas.

O primeiro-ministro aproveitou esta visita ao sul do distrito de Vila Real para destacar a "grande interação" que se tem verificado com Espanha em relação à gestão dos caudais dos rios ibéricos.

"Esta é uma das coisas que eu não tenho destacado e queria aproveitar aqui no Peso da Régua para destacar, que é uma articulação permanente, que já leva quase quatro semanas, também de permanente contacto entre o Governo português e o Governo espanhol, as entidades que em cada país têm responsabilidade na gestão dos recursos hídricos e daqueles que têm impacto na gestão dos caudais dos rios, e isso tem sido absolutamente fundamental para evitar males maiores por esta altura", salientou.

Considerando que "é o caso do que tem sucedido no Rio Douro e, em particular, (...) no Peso da Régua". Aqui, o rio inundou o cais fluvial da Régua, onde há três edifícios que estão submersos, mas tem-se conseguido evitar que galgue a principal avenida da cidade, a João Franco.

07.02.2026

Tempestades fizeram 1.163 deslocados e o número pode subir

O mau tempo em Portugal obrigou a deslocar 1.163 pessoas, todas realojadas, e a Proteção Civil admite como "bastante elevada" a probabilidade do número aumentar devido aos caudais dos rios, sobretudo na Lezíria do Tejo e Sado.

"Mantendo os caudais que temos neste momento a probabilidade de termos mais desalojados e evacuações preventivas é bastante elevada", disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, no 'briefing' das 12h30 na sede do organismo, em Carnaxide, Oeiras.

Segundo o responsável, não é possível para já fazer qualquer previsão de desagravamento do cenário de cheias e de regresso a casa dos deslocados, sendo uma situação "em avaliação permanente", mas sublinhou que todos os deslocados foram realojados ou em serviços municipais de apoio à população ou pela Segurança Social.

07.02.2026

Montenegro concentrado na resposta imediata e recuperação em todo o país

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse neste sábado que o país está concentrado na resposta imediata, na prevenção e na reconstrução dos estragos causados pelo mau tempo numa perspetiva alargada a todo o território nacional.

"Nós temos um programa que neste momento é específico dos municípios que tiveram o maior impacto da depressão Kristin e que estão na situação de calamidade, mas evidentemente que não vamos desproteger, nem vamos deixar de acompanhar tudo o resto que é preciso fazer em todo o território nacional", afirmou aos jornalistas, após uma visita ao Peso da Régua, cidade do distrito de Vila Real que está em alerta para cheias devido à subida do caudal do rio Douro.

Mas, para além das cheias, contabilizam-se ainda prejuízos em derrocadas, quedas de muros e aluimentos de estradas em concelhos do Douro que ficaram de fora dos apoios extraordinários anunciados pelo Governo e que já pediram ao executivo para reavaliar a decisão.

Luís Montenegro, que fez a visita debaixo de chuva intensa, realçou que todas as situações de risco que estão a acontecer no país, como as cheias nas bacias do Tejo, Mondego ou do Sado, precisam de uma "resposta imediata", salientando que é preciso "avisar as populações, evitar perigos excessivos" e "olhar para o futuro" e "prevenir os próximos dias" para se "estar à altura de poder responder a situações de maior pressão".

"E começarmos e executarmos a reconstrução do país. Neste momento não é apenas a reconstrução da zona centro, que é de facto a zona que ficou mais fustigada pela depressão Kristin, mas nós temos neste momento necessidade de alargar uma perspetiva de recuperação a todo o território nacional", salientou.

Adiantou ainda que, segundo dados de hoje, mais de 1.650 empresas já recorreram às linhas de crédito que estão abertas para a tesouraria e para a reconstrução num montante que está praticamente a atingir os 400 milhões de euros.

Cerca de 1.200 famílias apresentaram a candidatura à ajuda para a reconstrução das suas casas e cerca de 8.000 pessoas já interagiram com a plataforma nos movimentos preparatórios para consumar essa candidatura.

Apontou ainda para mais de 1.400 agricultores já apresentaram candidaturas para a recuperação dos efeitos das últimas tempestades.

07.02.2026

Depressão Marta vai deslocar-se para norte

A Proteção Civil considera que o território nacional está com "um quadro meteorológico complexo de risco", alertando para o vento forte e persistente provocado pela depressão Marta que se vai deslocar para o norte do país.

"Terminámos há pouco mais uma atualização do quadro meteorológico, juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e com a Agência Portuguesa do Ambiente. Mantemos as previsões para o dia de hoje do vento forte e persistente, embora haja aqui um deslocamento da depressão Marta para o norte do país e, portanto, afetando outras regiões que até agora não estavam previstas a afetar", disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Mário Silvestre falava no ponto de situação feito às 12:40 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.

07.02.2026

Registadas 256 ocorrências durante a madrugada e manhã

A Proteção Civil registou um total de 256 ocorrências relacionadas com inundações e quedas de árvores, entre a meia-noite e as 10 horas da manhã deste sábado, que afetaram sobretudo as regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Oeste.

De acordo com um ponto da situação feito à agência Lusa pelo comandante José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estiveram envolvidos nas operações 934 operacionais e 300 meios terrestres.

Segundo o responsável, entre o dia 28 de janeiro, data do início da vaga de tempestades que têm assolado o país, e hoje, já se registaram 20.946 ocorrências, envolvendo 72.147 operacionais e 27.678 meios terrestres.

Os caudais dos rios com maior risco de subida continuam sob vigilância, adiantou.

Até às 19:00 de sexta-feira, 1.108 pessoas já tinham sido deslocadas das suas habitações, um pouco por todo o país, devido ao mau tempo, segundo dados avançados na altura pelo comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.

Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que na Lezíria do Tejo tinham sido retiradas pessoas das localidades de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, enquanto no Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e "foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva".

Quanto a localidades isoladas, a Proteção Civil registou na Lezíria do Tejo o Cartaxo, Valada, Porto da Palha e Caneiro e na região de Coimbra a freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), assinalando ainda no Algarve uma família isolada em Vila do Bispo.

Em relação ao fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, um total de 63 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico às 8 horas de hoje, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta.

07.02.2026

Quartel dos bombeiros de Pedrógão Grande com prejuízos de 720 mil euros

O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, inoperacional desde a depressão Kristin, tem prejuízos de cerca de 720 mil euros, disse hoje o presidente da associação humanitária, que apela à ajuda monetária para a recuperação.

"Os danos são estruturais, paredes, telhado. Os bombeiros estão a dormir dentro de tendas cedidas pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] dentro do quartel, que se encontra inoperacional", afirmou Luís David.

Segundo este dirigente, "só existe uma sala onde não chove e é onde está o comando local da Proteção Civil", alertando para que "dentro de quatro, cinco meses, começa a época dos incêndios".

Num texto enviado à agência Lusa e publicado nas redes sociais, a associação refere que a depressão Kristin "não foi apenas mais um episódio de mau tempo", mas "uma ferida aberta no coração de uma instituição que sempre se manteve de pé quando tudo à volta desabava".

"O quartel ficou gravemente destruído, espaços essenciais tornaram-se inutilizáveis e as condições de trabalho --- já duras --- tornaram-se indignas de quem dá tudo sem nunca pedir nada em troca", adianta.

A associação escreve que a recuperação do espaço é superior a meio milhão de euros, reconhecendo ser um valor elevado, para sublinhar, contudo, que o que "está verdadeiramente em causa não se mede em números".

"Mede-se em vidas humanas, em segundos ganhos, em futuros que não se perderam", assinala, recordando que "quando o fogo ameaça, quando a estrada se transforma em armadilha, quando o coração falha ou a água invade casas e memórias, ninguém pergunta quanto custa" e chama pelos bombeiros.

Agora, é a vez de os bombeiros pedirem ajuda, com a associação humanitária a sublinhar que "cada donativo, por mais pequeno que pareça, é um tijolo de esperança".

"Ajudar a recuperar o quartel é garantir que, no próximo dia difícil --- porque ele virá --- os nossos bombeiros estarão prontos, protegidos e operacionais", adianta.

Lembrando que "Pedrógão Grande sabe o que é perder", numa alusão aos incêndios de 2017, "mas sabe, acima de tudo, o que é resistir, reconstruir e honrar quem permanece na linha da frente", a associação acrescenta que ajudar a corporação não é caridade, mas gratidão, justiça e humanidade.

07.02.2026

E-Redes ainda contabiliza 63 mil clientes sem luz

Um total de 63 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico às 8 horas deste sábado, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, informou a empresa.

Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes deu nota de uma diminuição de seis mil clientes sem abastecimento elétrico, comparativamente ao último balanço, divulgado às 18 horas de sexta-feira, quando se registavam cerca de 69 mil clientes sem ligação à rede elétrica.

De acordo com a empresa, na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuam por alimentar 57 mil clientes.

Destes, Leiria tem 41 mil clientes sem energia, Santarém regista 11 mil clientes, Castelo Branco quatro mil e Coimbra mil, especificou a E-Redes.

08.02.2026

Governo coloca 48 municípios em situação de contingência até ao dia 15

O Governo colocou 48 concelhos de Portugal continental em situação de contingência até ao dia 15 devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, segundo um despacho publicado em Diário da República.

De acordo com o despacho, publicado em Diário da República no sábado, a situação de contingência para estes 48 municípios está em vigor desde as 00:00 de quinta-feira, dia 05, e o dia 15 de fevereiro.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade iria voltar a ser alargada, estendendo-se por mais sete dias, até ao dia 15.

Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido a medida até ao dia 08 de fevereiro para um total de 68 concelhos.

Além de prolongar a situação de calamidade, no Conselho de Ministros realizado na quinta-feira o executivo decidiu decretar a situação de contingência "nas zonas com risco maior em termos de inundações", que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

"Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente", declarou o primeiro-ministro nesse dia.

Assim, e de acordo com o despacho publicado no sábado, são 48 os municípios que estão em situação de contingência, entre os quais Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Alvito, Amarante, Anadia, Arcos de Valdevez, Arganil, Azambuja, Barcelos, Benavente, Braga, Cartaxo, Cascais, Castro Marim, Chamusca, Chaves e Coruche.

Estão também abrangidos pela situação de contingência os concelhos de Ferreira do Alentejo, Gavião, Gondomar, Grândola, Lamego, Lisboa, Loures, Mafra, Mortágua, Oeiras, Oliveira do Hospital, Ourique, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Portalegre e Porto.

Os municípios de Salvaterra de Magos, Santiago do Cacém, Santo Tirso, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Tábua, Trofa, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António e Vila Verde fazem igualmente parte da lista.

"Considerando a ausência de previsão de melhoria das condições meteorológicas ou de redução dos níveis de risco e dado o contínuo registo de ocorrências relacionadas com cheias, inundações e deslizamentos de terras", o Governo "decidiu declarar a situação de contingência nas zonas com maior risco de cheias e inundações, de modo a assegurar as condições para continuar a prevenir e a reagir com o mais elevado grau de prontidão", lê-se no despacho.

06.02.2026

Castelo S. Jorge, Feira da Ladra e cemitérios fechados em Lisboa. Metropolitano condicionado

O Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios em Lisboa vão estar encerrados no fim de semana devido à previsão de mau tempo, divulgou esta sexta-feira a autarquia da capital.

No caso dos cemitérios, a exceção é para a realização de cerimónias fúnebres, sublinhou a Câmara de Lisboa, em comunicado.

As medidas anunciadas somam-se às já divulgadas pelo autarquia liderada por Carlos Moedas, que determinou o encerramento dos jardins municipais.

A Câmara de Lisboa recomendou também o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas.

Como medidas para garantir a proteção de todos, a autarquia reforçou a importância de "evitar deslocações desnecessárias", de "não circular nem estacionar em zonas potencialmente sujeitas a inundações" ou de "não circular em zonas ribeirinhas".

A autarquia instou também os lisboetas a evitarem "o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives, sujeitas a deslizes de terra" e a "recolher todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados".

O sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa pode ser subscrito pelos cidadãos através do envio de um 'sms' com o texto "AvisosLx" para o número 927 944 000.

Também o Metropolitano de Lisboa divulgou esta sexta-feira que perante as previsões de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa", podem ocorrer no sábado "constrangimentos na circulação do Metro, designadamente eventuais atrasos na abertura das linhas Azul e Verde".

"Como medida preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, serão instaladas barreiras de proteção em determinados acessos das estações consideradas mais críticas, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações", pode ler-se, num comunicado.

De acordo com a empresa, os acessos estarão temporariamente encerrados em seis estações: Linha Amarela - Estação Odivelas --- acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - Estação São Sebastião --- acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e Estação Terreiro do Paço --- acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - Estação Rossio --- dois acessos para a Praça D. Pedro IV, Estação Alvalade --- dois acessos para a Av. da Igreja e Estação Roma --- dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América.

"Agradecemos a compreensão dos nossos clientes e recomendamos o acompanhamento regular da informação atualizada através dos canais oficiais do ML e dos meios de comunicação social", indicou ainda.

06.02.2026

Marcelo Rebelo de Sousa visitou zonas de cheia e ouviu queixas à falta de limpeza dos rios

Marcelo Rebelo de Sousa ouviu queixas na tarde desta sexta-feira na Azambuja sobre a falta de limpeza do rio Ota, que transbordou na freguesia de Vila Nova da Rainha e obrigou à retirada de quase duas dezenas de pessoas.

Nesta freguesia, 12 habitações foram afetadas pela subida repentina das águas e 17 pessoas tiveram de ser realojadas, apesar da pronta intervenção do Exército para criar barreiras de contenção.

Numa visita conduzida pelo presidente da Câmara da Azambuja, o Presidente da República percorreu vários pontos em que a água chegou às habitações e falou com várias pessoas das dezenas que o esperavam.

Era já noite, quando o chefe de Estado chegou a Vila Nova da Rainha, após uma passagem pelos Paços do Concelho da Azambuja, mas tinha à sua espera na rua uma receção calorosa, a quem, por entre beijos e abraços, foi incentivando a terem força para ultrapassar a situação.

Um primeiro morador queixou-se da falta de limpeza do rio Ota, mas as críticas mais contundentes partiram de Cláudio Silva, de 59 anos, que se viu privado de usufruir da sua habitação.

"Os rios deviam arranjados precocemente. Não é quando há um incêndio que vamos prevenir ou quando há uma cheia que vamos arranjar", disse este homem, de forma assertiva, irritado por não existir limpeza no rio Ota, que minimizasse a saída do leito.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara da Azambuja, Cláudio Silva disse que o autarca "sabe bem" como se encontram os rios Ota e Alenquer, que atravessam o concelho, e que "Vila Nova da Rainha merece muito mais atenção da autarquia", porque se houvesse limpeza dos leitos as inundações podiam acontecer, "mas não eram desta dimensão".

"Estou aqui há 20 anos, porque gosto de aqui viver, e nunca vi nada igual. Há pessoas que moram aqui há uma vida e nunca viram o rio desaguar para o trio Alenquer, era sempre o contrário", frisou, elogiando o "trabalho incansável dos militares e dos bombeiros".

Salientando que a cheia "foi repentina e não deu para tirar nada", Cláudio Silva mostrou-se preocupado com os estragos na habitação, requalificada há cerca de um ano e que terá prejuízos na ordem dos 40 mil euros, além de um local digno e com privacidade para residir durante cerca de um mês.

"Onde é que vou viver, mais esta gente toda, seguramente  mais 30 dias com dignidade", questionou, ouvindo da boca do presidente da Câmara que será encontrada uma solução.

Atento às queixas, Marcelo Rebelo de Sousa disse ser testemunha e manifestou-se solidário com o habitante, colocando-se no seu papel e "imaginando o que está a sentir".

"Todos temos culpa, porque a prevenção é para se fazer. Temos de limpar e aprofundar os rios, porque o nosso cada vez está mais alto e mos água leva".

Na resposta, o presidente da Câmara disse que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) devia ter uma atitude mais repressiva sobre os proprietários que confinam com os rios, responsáveis pela sua limpeza fora das áreas urbanas.

O Presidente da República começou por visitar Abrantes, no distrito de Santarém, à hora de almoço, onde o Tejo inundou o parque de lazer na margem sul da cidade.

Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se depois para o Cartaxo, no mesmo distrito, e deslocou-se de barco à freguesia de Valada, onde cerca de seis centenas de pessoas de quatro aldeias (Valada, Reguengo de Valada, Porto de Muge e Palhota) estão isoladas desde quarta-feira.

Além de dois botes dos Bombeiros do Cartaxo que asseguram diariamente o abastecimento de alimentos e medicamentos, a partir de quinta-feira, a CP disponibilizou uma automotora que faz a ligação entre Setil e Porto de Muge, uma vez por dia.

Acompanhado apenas dos repórteres de imagem, devido à falta de lugares nas embarcações, o chefe de Estado disse depois que encontrou a população com um estado de espírito de "resistência e ânimo espetaculares".

06.02.2026

E-Redes aponta 69 mil clientes sem eletricidade após agravamento meteorológico

E-Redes  registava 69 mil clientes ainda sem fornecimento de eletricidade em todo o país, na sequência do impacto combinado das depressões Kristin e Leonardo. Deste total, 61 mil clientes localizam-se nas zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin.

Leiria concentra a situação mais crítica, com 43 mil clientes por alimentar, seguindo-se Santarém com 14 mil, Castelo Branco com 3 mil e Coimbra com cerca de mil. O agravamento das condições meteorológicas associado à depressão Leonardo provocou novas ocorrências na rede, travando o ritmo de reposição do fornecimento.

06.02.2026

Proteção Civil alerta para inundações, cheias e deslizamento de terras devido à depressão Marta

A Proteção Civil reforçou esta sexta-feira que a previsão meteorológica para sábado em Portugal continental "é extremamente preocupante", com chuva intensa, ventos fortes, neve e agitação marítima, alertando para o agravar de inundações e cheias, bem como deslizamento de terras.

As zonas do país "com risco significativo" são Alcácer do Sal, Leiria, Lisboa, região Oeste e o Alentejo litoral, afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, ressalvando que "todo o território nacional" requer "cuidados redobrados" devido ao mau tempo, nomeadamente a passagem da depressão Marta.

Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre sublinhou que os efeitos espectáveis do mau tempo são inundações, cheias e deslizamentos terras, indicando que "as derrocadas são cada vez mais um risco iminente".

"Alertamos nomeadamente as populações que vivem nas zonas mais urbanas, Lisboa inclusivamente, para ter em atenção às inundações rápidas, uma vez que o volume de precipitação pode ser bastante elevado em algumas zonas", apontou.

06.02.2026

Cerca de 1.100 pessoas deslocadas das habitações sobretudo na Lezíria do Tejo e no Algarve

Cerca de 1.100 pessoas deslocadas das habitações sobretudo na Lezíria do Tejo e no AlgarveCerca de 1.100 pessoas encontram-se hoje deslocadas das suas habitações, um pouco por todo o país, devido ao mau tempo, revelou a Proteção Civil, destacando evacuações na Lezíria do Tejo e no Algarve.

"Até ao momento, nas evacuações todas que têm sido feitas um pouco por todo o país, temos a registar 1.108 pessoas deslocadas das suas habitações", indicou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, num ponto de situação pelas 19:00.

Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre disse que na Lezíria do Tejo foram retiradas pessoas das localidade de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, onde "está neste momento a decorrer a evacuação completa da aldeia".

No Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e "foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva", informou.

06.02.2026

PR considera que falta de porta-voz gerou ideia de ausência das Forças Armadas

O Presidente da República contestou hoje que as Forças Armadas tenham chegado muito tarde ao terreno depois da tempestade Kristin, mas considerou que a falta de um porta-voz gerou a ideia de que estavam ausentes.

O chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas falava aos jornalistas no Cartaxo, no distrito de Santarém, depois de ter ido de barco visitar a povoação de Valada, isolada devido às cheias, a propósito de uma notícia do Expresso sobre a atuação da Proteção Civil e a reação das Forças Armadas à tempestade Kristin.

Quanto à atuação das Forças Armadas, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o que parece ter ocorrido foi "um problema de comunicação", em que "o facto de não haver um porta-voz oral, e haver comunicados que ninguém lia, ninguém sabia, não eram conhecidos, é que levou à interpretação de que as Forças Armadas não estavam no terreno".

Questionado se a comunicação foi o maior problema na gestão desta crise, o Presidente da República concordou: "Eu acho que sim. Eu acho que a comunicação é muito difícil de estabelecer e de pôr a funcionar".

Além de apontar "este exemplo de as Forças Armadas não terem um porta-voz, que noutras ocasiões tiveram", acrescentou: "A própria Proteção Civil, o funcionar e discutir se é de tantas em tantas horas, como é, como não é, é sempre um tema muito discutido. E as próprias autoridades governativas, quando há uma dispersão de membros do Governo no território, a comunicação é sempre mais difícil".

Instado a comentar a informação de que as Forças Armadas só decretaram o nível de "prontidão imediata" na segunda-feira, 02 de fevereiro, quase uma semana depois da passagem da tempestade Kristin, o chefe de Estado comentou: "Eu devo dizer que tenho dúvidas disso".

"Por uma razão muito simples: porque eu fui para o terreno no dia 30 [de janeiro], e no dia 30 eu já citei comunicados das Forças Armadas, eu lia os mails, porque não chegavam, como não havia um porta-voz das Forças Armadas a explicar. Eu lia, e falei daquilo que já tinha sido feito no dia anterior, no dia 29, e falei daquilo que estava em prontidão no dia 30", referiu.

Interrogado se as Forças Armadas estavam no terreno, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Estavam no terreno. Eu, por exemplo, lembro que em Ferreira do Zêzere, onde eu estive, já eles tinham estado em Ferreira do Zêzere, e tinham estado em Leiria, e tinham estado essencialmente naquele núcleo inicial, que foi mais atingido nos primeiros dias, mas já estavam, quer o Exército, quer a Força Aérea".

06.02.2026

Mais de 70% dos clientes da Meo com o serviço reposto

Mais de 70% dos clientes da Meo tem o serviço reposto, indicou hoje a operadora de telecomunicações, referindo que em oito dias "reduziu de forma muito significativa" o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas.

"Em oito dias, a Meo reduziu de forma muito significativa o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas" e, "atualmente (6 fevereiro), mais de 70% dos clientes tem o serviço reposto", de acordo com o último balanço da operadora liderada por Ana Figueiredo.

"Este progresso reflete a mobilização imediata e o trabalho contínuo das equipas técnicas e operacionais, que têm estado no terreno com condições meteorológicas muito adversas e em coordenação permanente para acelerar a reposição dos serviços essenciais", acrescentou.

De acordo com a Meo, o investimento feito na redundância e resiliência da infraestrutura "foi decisivo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin".

Nos últimos sete anos, a operadora "reforçou de forma consistente a rede de transmissão, criou rotas alternativas de tráfego, implementou sistemas de restauro automático e expandiu significativamente a sua capacidade de 'back-up' energético".

"Graças a esta estratégia, mesmo perante danos severos, as sedes de concelho mantiveram cobertura móvel e muitos serviços críticos permaneceram operacionais", adianta.

A depressão Kristin deixou "um rasto de destruição sem precedentes em várias zonas do país" e "há mais de uma semana que as equipas da Meo estão no terreno 24/7 a trabalhar de forma inexcedível para repor as comunicações às populações afetadas por este flagelo", refere.

A Meo recordou que "ativou de imediato o seu plano de continuidade de negócio, acionando o gabinete de crise, mobilizando equipas no terreno e estabelecendo um Centro de Comando dedicado à coordenação operacional, assegurando uma estrutura unificada de liderança, definindo prioridades claras e orquestrando todas as atividades".

Desde o início que a Meo ativou 1.500 técnicos, recordou, apontando que em termos de infraestruturas críticas destruídas foram 2.000 quilómetros de cabo fibra, 28.000 postes e 35 torres de rede móvel.

Para reforçar a resposta no terreno, a Meo mobilizou VOIR -- Viaturas de Operações de Intervenção Rápida; a instalação de grupos geradores de energia para alimentar estações móveis prioritárias; e o uso de estações móveis transportáveis e/ou ligeiras para reposição de rede móvel em locais selecionados (cellsites).

Tal incluiu também feixes hertzianos para recuperação de infraestruturas fixas e móveis e como solução de contingência para serviços prioritários; e soluções alternativas via satélite.

Sobre como está a ser feita a reposição das comunicações, que "tem exigido um esforço técnico altamente coordenado", e Meo relatou que "as operações iniciam-se pelo restabelecimento do abastecimento de energia aos sites da rede móvel, etapa crítica para que cada estação volte a emitir e recuperar plena capacidade operacional".

Na rede fixa, "as centrais equipadas com sistemas de 'backup' de longa duração garantem estabilidade prolongada, assegurando a continuidade dos serviços até que as condições normais sejam restabelecidas".

Paralelamente, "avançam as equipas destacadas para a reposição dos traçados de transmissão, executando trabalhos segundo prioridades definidas pela Sala de Comando".

A recuperação total das comunicações "depende também do restabelecimento de energia nas instalações dos clientes, condição indispensável para que os equipamentos da rede fixa retomem operação completa e para que famílias e empresas reconquistem acesso às suas ligações essenciais", apontou.

06.02.2026

Alterada a localização de três mesas de voto em Condeixa-a-Nova

A presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova assegurou hoje estarem reunidas as condições para a realização da segunda volta das eleições presidenciais, no domingo, mas três mesas de voto têm de ser deslocalizadas.

As localizações de três mesas de voto para as eleições presidências de domingo neste concelho do distrito de Coimbra, "foram alteradas", uma vez que, devido ao mau tempo, "os edifícios [previstos] não se encontram em condições", indicou Liliana Pimentel.

Na freguesia de Anobra, uma mesa de voto passa da Associação do Casal São João para a Associação Casal do Carrito.

Na freguesia de Ega, na localidade de Casével, deixa de ser nas antigas instalações do jardim-de-infância para passar a ser na Associação Recreativa e Desportiva de Casável.

Uma terceira mesa de voto passará da antiga escola primária da Rebolia para a associação da localidade, também na freguesia de Ega, detalhou a autarca.

06.02.2026

"Vamos ter novamente horas de muita tensão". Governo alerta para impacto da tempestade Marta

A ministra do Ambiente deixou hoje avisos em relação à quarta tempestade que vai atingir Portugal, a Marta. Vai ser "muito, muito difícil", disse Maria da Graça Carvalho, durante uma visita à sede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A intempérie vai "entrar pelo sul, zona de Sines até Lisboa, vai abranger a bacia do Sado, o Tejo, e seguir para o Mondego". Há "muita preocupação" com a zona do Sado, com Alcácer do Sal, "que já está muito martirizada", disse aos jornalistas.

Esta nova tempestade deve chegar hoje ao final do dia ou amanhã de manhã. "Vamos ter novamente horas de muita tensão e muito trabalho. Temos de nos preparar para as consequências da Marta", afirmou, lembrando que "os terrenos estão muito cheios de água, não aguentam" e há riscos de derrocada. Ainda assim, sublinhou que o Governo tudo está a fazer para minimizar os efeitos. 

Maria da Graça Carvalho explicou que a APA tem vindo a fazer descargas nas barragens desde o início do ano. "Para terem a noção, desde janeiro até ao princípio destas tempestades, as nossas barragens descarregaram mais do que um ano de água consumida pelos portugueses. E ainda bem que o fizemos porque só assim tem sido possível que não tenha havido uma grande, grande cheia", afirmou.


06.02.2026

Rede Expressos prolonga descontos em zonas afetadas e reembolsos totais

A Rede Expressos anunciou hoje que vai prolongar algumas medidas excecionais que tinha anunciado para facilitar as deslocações para as zonas mais afetadas pelo mau tempo, como descontos e reembolsos totais.

"Na sequência da decisão do Governo de prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro, e perante a previsão de novas horas de extrema dificuldade associadas ao agravamento das condições meteorológicas, a Rede Expressos anuncia o prolongamento das suas medidas excecionais de apoio às populações e regiões afetadas pelo mau tempo", pode ler-se num comunicado enviado às redações.

Prolonga-se, assim, até ao dia 15 de fevereiro a redução de preços até 50% nas viagens com destino às localidades mais impactadas pela tempestade Kristin: Leiria, Marinha Grande, Pombal, Fátima, Castelo Branco, Santarém e Torres Novas.

"Paralelamente, a Rede Expressos assegura o reembolso total dos bilhetes para todos os passageiros com viagens no território nacional durante o período em vigor das medidas excecionais, como forma de garantir maior flexibilidade e confiança num contexto ainda marcado por instabilidade", diz a empresa.

"Dada a persistência de constrangimentos significativos na circulação ferroviária, a Rede Expressos tem vindo a implementar medidas adicionais e a ajustar a sua operação para garantir ligações às zonas afetadas. Apesar de existirem várias estradas condicionadas ou cortadas, o que pode obrigar à realização de percursos alternativos, a Rede Expressos continua a assegurar todos os serviços com segurança e em constante contacto com as autoridades locais", acrescenta.


06.02.2026

Porto de Leixões opera normalmente apesar de danos no quebra-mar

Devido às “condições muito adversas de agitação marítima e atmosférica verificadas no país”, verificou-se um “agravamento dos danos no muro-cortina do quebra-mar exterior norte” do porto de Leixões, que tinham sido inicialmente provocados pela tempestade Kristin, refere um comunicado da administração da infraestrutura.

Contudo, a APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo assinala que as operações portuárias não serão afetadas. “Os danos verificados, até ao momento, não comprometem as condições de segurança nem a navegabilidade da barra de Leixões, mantendo-se a navegação em plena normalidade.” 

A APDL acrescenta que “está a acompanhar as previsões do estado do mar, com o objetivo de implementar o mais rapidamente possível uma intervenção de reposição do manto de proteção do quebra-mar exterior de Leixões, garantindo a reposição das condições estruturais adequadas”.

 

06.02.2026

"O mais desafiante é ser um processo cumulativo", diz Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República está em visita a zonas afetadas pelo mau tempo e nas instalações aos Bombeiros Voluntários de Abrantes, na companhia do presidente da câmara, deixou elogios à capacidade de resposta das instituições e populações. "Não vergámos", sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que hoje o dia "é de folga para preparar o risco de amanhã, sábado", e admitiu que as tempestades sucessivas são um teste à resiliência. "O mais desafiante e cansativo do que temos vivido esta semana é ser um processo cumulativo", comentou, apontando para a "acumulação de chuva, de vento, da água que vem das descargas das barragens", que "tudo somado pode complicar-se".

06.02.2026

Montenegro espera que sejam "poucas as situações" de mesas de voto com eleições adiadas

Luís Montenegro

O primeiro-ministro disse nesta sexta-feira que espera "que sejam poucas as situações" em que as mesas de voto são obrigadas a adiar a realização das eleições presidenciais devido à falta de condições do mau tempo.

"Se houver situações em que as condições de segurança não estão salvaguardadas, a lei permite que sejam realizadas uma semana depois", sublinhou Luís Montenegro, numa visita que fez nesta sexta-feira à região de Santarém.

"Só posso manifestar a minha disponibilidade para tudo aquilo que poder ser feito pelas entidades públicas para criar soluções para que haja segurança no voto. Os senhores presidentes de câmara terão de avaliar e verificar se numa ou noutra circunstância essas condições não estão garantidas", analisou.

Luís Montenegro voltou a fazer um apelo às populações em zonas com risco de cheias, para que sigam as recomendações das autoridades. "Temos aqui uma prioridade que está acima de todas as outras, salvaguardar as vidas das pessoas, salvaguardar o seu bem-estar".

"Sabemos que a intempérie traz muitos prejuízos económicos, mas ainda antes disso há as vidas das pessoas. Quis vir sem avisar, correndo o risco de me cruzar convosco [jornalistas], saber no terreno exatamente como a operação está a decorrer e ter garantia que não deixamos de tomar as medidas preventivas para salvaguardar a vida daqueles em zonas mais expostas", acrescentou o líder do Governo.

Montenegro confirmou ainda que existem equipas da Segurança Social e do Ministério da Saúde no terreno para dar resposta a "situações mais traumáticas", mas também ajudar na sensibilização para as operações preventivas de resgate de pessoas.

06.02.2026

Galgamento do Rio Alcoa obriga a realojar 17 pessoas em Alcobaça

Dezassete pessoas foram na última noite retiradas das suas casas junto às Termas da Piedade, em Alcobaça, devido à subida do caudal do Rio Alcoa, que galgou as margens, informou a câmara municipal.

Neste concelho do distrito de Leiria, "a situação piorou durante a noite, com o rompimento do Rio Alcoa, o que obrigou à retirada de pessoas na zona das Termas da Piedade, por não terem condições de ali continuar", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

De acordo com o autarca, "17 pessoas foram retiradas de casa, tendo a maioria sido acolhida em casas de familiares. Três foram alojadas pela câmara numa pensão".

Estes 17 desalojados somam-se a outras nove pessoas que tinham sido retiradas de casa na quinta-feira, segundo informou então o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

No concelho, mantém-se também fechada a Estrada Nacional (EN) 8, que liga o Valado dos Frades (no concelho da Nazaré) a Alcobaça, enquanto "os campos da Cela, mais 50%, estão inundados", disse o presidente da autarquia.

Exceção feita à freguesia de Pataias, "que foi mais fustigada pela depressão Kristin, no resto do concelho, em todas as freguesias, estamos com gravíssimos problemas de cheias", acrescentou.

06.02.2026

"Lista interminável de grandes danos" em infraestruturas desportivas de Leiria

A quase totalidade das cerca de 500 infraestruturas do concelho de Leiria dedicadas ao desporto foram afetadas pela depressão Kristin, existindo "uma lista interminável de grandes danos", assumiu o vereador do Desporto do município.

Segundo Carlos Palheira, o apuramento dos estragos ainda está a ser feito, mas verifica-se "perda total de algumas instalações", nomeadamente pavilhões. Há "largas dezenas de milhares de praticantes" afetados.

"O pavilhão dos Parceiros colapsou, o do Telheiro também, o dos Marrazes desapareceu, o dos Barreiros está completamente inoperacional, o da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira está com metade da cobertura a descoberto, o da Mata dos Milagres tem duas paredes completamente no chão e outra de lado, o dos Silvas está com grandes danos...", descreveu o vereador à agência Lusa.

A par disso, "o estádio está como está, a piscina municipal levou um rombo enorme, o Centro Nacional de Lançamento está inundado, pela segunda vez", devido à depressão Leonardo, e os dois clubes de ténis "sofreram prejuízos enormes".

Os pavilhões que ficaram operacionais estão a servir de abrigo para pessoas desalojadas ou como base para a distribuição alimentar.

06.02.2026

Homem morre após queda de telhado no concelho de Leiria

Um homem de 73 anos morreu ao cair de um telhado na Ortigosa, concelho de Leiria, na quinta-feira à tarde, revelaram hoje à agência Lusa várias fontes.

Segundo fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, a vítima, em estado grave e paragem cardiorrespiratória, na sequência de queda de telhado, foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.

No hospital, foi confirmado o óbito.

06.02.2026

Peso da Régua prepara plano para evacuação junto ao Douro

Bar na Régua, que ficou praticamente submerso, devido à subida e galgamento do Rio Douro

O presidente da Câmara de Peso da Régua admitiu hoje a possibilidade de ser acionado um plano para evacuação das habitações da zona próxima ao rio Douro que "entrou em fase de saturação" e transbordou esta noite.

"A situação está a agravar-se. Temos a água a metro e meio/dois metros da Avenida [João Franco]. Há uma tendência de subida. Temos definido no nosso plano para evacuação", disse José Manuel Gonçalves, cerca das 09:30, em declarações à agência Lusa.

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto, Pedro Cervaens, num ponto de situação cerca das 07:30.

Em Peso da Régua, no distrito de Vila Real, o aumento do caudal do rio Douro era "expectável" e "o plano de ação está montado há vários dias", disse o presidente da Câmara, apontando que "previsivelmente o rio entrou em fase de saturação".

06.02.2026

Governo pede ativação da reserva agrícola da UE após perdas estimadas em 500 milhões

O ministro da Agricultura e Mar enviou na quinta-feira uma carta ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou hoje o ministério em comunicado.

O pedido de José Manuel Fernandes ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

A este valor acrescem ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.

Este mecanismo europeu permite uma resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a união de 450 milhões de euros.

Desta forma, José Manuel Fernandes, alertou para o facto da situação ainda não estar estabilizada, uma vez que as previsões meteorológicas, para os próximos dias, indicam a continuação de condições adversas, o que pode vir a agravar os danos já registados e dificultar os esforços de recuperação.

Os prejuízos sofridos pelos produtores e a consequente perda de rendimentos dos agricultores afetados em Portugal, colocam em risco a viabilidade económica nas regiões mais afetadas, relembrou ainda o ministério.

O pedido, agora feito, está previsto no artigo 16.º do regulamento da União Europeia (EU) nº 2021/2116, como medida essencial de apoio aos produtores afetados, surgindo na sequência de contactados já efetuados com os serviços da comissão europeia.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.

06.02.2026

Circulação suspensa na Linha do Douro entre Livração e Marco de Canaveses

A circulação ferroviária estava pelas 08:30 horas suspensa na Linha do Douro, entre Livração e Marco de Canaveses, devido a queda de pedras na via, disse à agência Lusa fonte da CP -- Comboios de Portugal.

Numa nota enviada à Lusa, a empresa informa que continua suspensa, devido a ocorrências relacionadas com o mau tempo, a circulação na Linha da Beira Baixa, entre Entroncamento e Castelo Branco, e Urbanos de Coimbra.

Na quinta-feira foi também suspensa a circulação, sem previsão de retoma, do comboio internacional Celta.

A circulação ferroviária continua ainda suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.

Na Linha da Beira Alta o serviço Intercidades realiza-se entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual e na Linha do Norte efetuam-se os regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.

06.02.2026

Capitania do Douro aumenta alerta de iminência de cheias para vermelho

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse esta sexta-feira o comandante adjunto.

"Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas", explicou Pedro Cervaens.

Entre as medidas previstas neste alerta vermelho, o nível mais elevado, está a interdição da navegação a todos os navios e embarcações no rio Douro, a implementar pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em declarações à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, "caso seja necessário por questões de segurança".

"Os municípios, no âmbito dos seus planos prévios de intervenção, também estão articulados com estes alertas e implementam também outras medidas. Enquanto estes caudais se mantiverem assim, durante um período significativo, vamos manter o alerta vermelho para o rio Douro", resumiu.

06.02.2026

Pombal com condições para realizar eleições presidenciais no domingo - Câmara

O município do Pombal vai realizar as eleições presidenciais no domingo, apesar das condicionantes decorrentes da falta de energia e comunicações, mas alerta para a injustiça de grande parte da população não ter conseguido acompanhar a campanha.

Por causa das consequências do mau tempo, já três municípios decidiram adiar a realização das eleições presidenciais de domingo: Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

Em comunicado, a Câmara Municipal do Pombal informa que a decisão foi tomada na quinta-feira na reunião diária do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), onde têm assento várias entidades, incluindo o executivo municipal e as juntas de freguesia.

Na nota, a autarquia diz que estão reunidas as condições físicas para-a realização do ato eleitoral, mas que não está garantido o direito do período de reflexão, tendo em conta que a maioria dos habitantes está preocupada em resolver os estragos nos seus bens causados pelo mau tempo.

Insiste que esta situação cria uma "tremenda injustiça" para grande parte da população do concelho, que não conseguiu acompanhar a campanha eleitoral em igualdade de oportunidade com o restante território nacional devido às condicionantes do mau tempo.

06.02.2026

Douro transbordou de madrugada e ocupou margens do Porto e Gaia

O rio Douro transbordou esta sexta-feira de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas, sem causar para danos significativos, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.

Num ponto de situação à agência Lusa cerca das 06:45 horas, Pedro Cervaens atribuiu a subida do caudal do rio Douro à chuva intensa que se fez sentir no interior norte de Portugal e em Espanha.

“Hoje o rio subiu até os 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência]. É a primeira vez que atinge esta cota tão alta. Portanto, já passou ali o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]. Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado”, disse.

06.02.2026

Bombeiros e Exército estendem transportes da Ereira até Montemor-o-Velho

Bombeiros e Exército vão assegurar o transporte entre a freguesia da Ereira e a vila de Montemor-o-Velho, devido ao "forte condicionamento à circulação de veículos ligeiros" nos cerca de quatro quilómetros (km) que separam as duas localidades.

Numa informação divulgada esta sexta-feira, o município de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, explicou que a extensão daquele transporte alternativo se deve à subida das águas na Estrada Municipal 601 entre a Ponte de Verride (sobre o canal principal do Mondego) e a Ponte de Alagoas - localizada sobre o leito abandonado, à entrada da sede de concelho -, troço conhecido como 'reta do campo'.

Esta medida, que entra em vigor às 07:00 horas, com frequência de meia em meia hora, em contínuo, pretende possibilitar o acesso a Montemor-o-Velho à população residente na União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, na margem esquerda do rio Mondego.

Os veículos particulares ficam estacionados junto à ponte de Verride, como já sucedia com os residentes na Ereira.

Entretanto, a Estrada Nacional (EN) 111 reabriu à circulação, na zona dos semáforos de Meãs do Campo, depois de ter estado cortada ao longo do dia e noite de quinta-feira, devido a uma derrocada.

O município de Montemor-o-Velho pede à população que circule "com especial cuidado" no local, devido à sujidade que ainda se encontra na estrada, e admite que ainda possam decorrer trabalhos no local, hoje, "podendo verificar-se condicionamentos pontuais à circulação".

06.02.2026

Dez distritos sob aviso laranja devido a agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão esta sexta-feira sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15:00 horas desta sexta, um alerta que estará em vigor até ao meio-dia de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.

No caso dos distritos de Aveiro, Leiria e Coimbra, o aviso vigora até às 06:00 horas de domingo, enquanto nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, o alerta irá continuar em vigor até às 09:00 horas.

Também sob aviso laranja, mas por causa da neve, estão os distritos de Castelo Branco e Guarda, até à meia-noite de domingo.

O aviso laranja é emitido sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.

06.02.2026

Cerca de 250 pessoas retiradas das zonas de risco em Santarém

Cerca de 250 pessoas foram retiradas antecipadamente das três zonas ribeirinhas no concelho de Santarém que sofreram inundações com a subida do rio Tejo, adiantou esta sexta-feira à Lusa o presidente da câmara.

A autarquia de Santarém já tinha determinado durante a manhã de quinta-feira a evacuação das três zonas em risco: Ribeira de Santarém, Caneiras e Reguengo do Alviela.

O presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, destacou à Lusa, pelas 00:30 horas, que o caudal do rio ainda está a aumentar e que os dados apontavam que "neste momento" estavam a ser debitados 8.500 metros cúbicos por segundo.

"É um valor elevado que requer essa monitorização, esse acompanhamento, na certeza que com este valor o nível de água vai aumentar", salientou.

A aldeia de Caneiras foi totalmente evacuada, enquanto na Ribeira de Santarém uma percentagem muito elevada de pessoas deixaram as habitações, tendo ficado pessoas que habitam no primeiro ou segundo piso, sem risco acrescido, estando a ser acompanhadas e monitorizadas, frisou João Teixeira Leite.

"No Reguengo do Alviela, também através da nossa corporação de bombeiros, a situação está a ser monitorizada e acompanhada", frisou, acrescentando que, no total, cerca de 250 pessoas foram retiradas das suas casas.

Foi também criado um centro de acolhimento no pavilhão municipal, com "todas as condições, do ponto de vista clínico e médico, para pernoitarem, e com alimentação", uma infraestrutura que está a acolher 51 pessoas.

Ver comentários
Últimos eventos
Últimos eventos
Noticias Mais Lidas

Mais lidas

C.Studio C•Studio C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.