Mota-Engil vai entregar primeiro túnel imerso do Brasil em 2031
O grupo Mota-Engil já assinou o contrato de concessão do projeto, em parceria público-privada
(PPP), para a construção, operação e manutenção do túnel Santos-Guarajá, no
Estado de São Paulo, que será o primeiro túnel imerso do Brasil e o maior da
América Latina.
Em comunicado à CMVM, o grupo português adianta que o montante de
investimento ascende a cerca de 7,8 mil milhões de reais, equivalente a 1,2 mil
milhões de euros, dos quais “até 5,1 mil milhões de reais (cerca de 820 milhões de euros, ao câmbio
atual) virão de aportes públicos durante a fase de construção, divididos igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal, sendo o restante
da responsabilidade da empresa concessionária”.
PUB
O prazo da concessão, em regime de disponibilidade, é de 30 anos, sendo que ela engloba a construção do túnel com cerca de 1,5 quilómetros de extensão total, dos quais 870 metros submersos sob o canal de acesso ao porto de Santos, tendo “a concessionária como compensação, após o início da operação, um valor de receita anual fixa equivalente a 436,1 milhões de reais” (cerca de 70 milhões de euros, ao câmbio atual).
“O contrato ainda antevê, durante o período de operação (25 anos), uma
receita adicional estimada em cerca de 2,5 mil milhões de reais” (mais de 400
milhões de euros), diz ainda.
O grupo português, que assinou este contrato através da sua subsidiária
Mota-Engil Latam Portugal, salienta que o contrato de construção, com a
duração de cinco anos, representará um acréscimo na sua carteira de encomendas de
cerca de 1.200 milhões de euros.
Em causa está a construção de um túnel com três faixas em cada sentido, com linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), área dedicada a ciclovia e peões, bem como uma faixa viária que permitirá reduzir para cinco minutos a travessia que agora demora cerca de uma hora, "com benefício para uma população de 720.000 pessoas que utiliza atualmente os acessos existentes, reforçando a competitividade do Porto de Santos, o maior da América Latina, dinamizando a atividade económica, tudo isto conjugado com um benefício considerável de sustentabilidade, traduzido na redução do consumo de combustíveis e na emissão de gases poluentes na região", salienta.
PUB
“Com este contrato, um dos maiores lançados no âmbito do Novo PAC – Plano de Aceleração e Crescimento, a Mota-Engil reforça a sua carteira de encomendas atual no Brasil para um valor total de cerca de 2.200 milhões de euros, num mercado que o grupo antevê como de elevado potencial para o aprofundamento da sua presença e investimento no médio e longo prazo", diz ainda o grupo liderado por Carlos Mota dos Santos.
“Num projeto marcante pela sua dimensão, complexidade e benefício económico, social e ambiental, a Mota-Engil orgulha-se por poder associar-se a uma ambição com quase 100 anos, e poder assim contribuir para a execução de um projeto transformador para o setor portuário e logístico, representando um marco inequívoco e relevante do compromisso de longo prazo da Mota-Engil para com o desenvolvimento do Brasil”, sublinha ainda na bota divulgada.
PUB
Mais lidas
O Negócios recomenda