Portugueses compram a alemães por 51 milhões shopping colado ao estádio do FC Porto
A sociedade gestora de fundos Square Asset Management adquiriu o Alameda Shop & Spot (antigo Dolce Vita Porto) à DWS, gestor de ativos imobiliários do Deutsche Bank.
Os (antigos) centros comerciais Dolce Vita já tiveram várias vidas em Portugal. Comprados pela Chamartín ao universo Amorim, em 2006, com a falência do grupo espanhol o portfólio foi desmembrado, indo parar a outras mãos internacionais.
Todos os shoppings foram rebatizados, como os ex-Dolce-Vita de Vila Real, Coimbra e Porto, adquiridos à "private equity" norte-americana Lone Star, no final de 2015, pela DWS, sociedade gestora de fundos do Deutsche Bank.
A DWS começou por mudar o nome aos três "shoppings", com o de Vila Real a ser rebatizado de Nosso Shopping, o de Coimbra de Alma Shopping e o do Porto de Alameda Shop & Spot, os quais viriam a passar por um processo de revitalização.
Entretanto, depois de no ano passado ter vendido o Fórum Madeira aos sul-africanos da Vukile por mais de 60 milhões de euros e o Nosso Douro Shopping, em Vila Real, à L. Catterton, "private equity" da Louis Vuitton (LVHM), por 78,8 milhões, a DWS vendeu agora, por 51,3 milhões de euros, o Alameda Shop & Spot ao Property Core Real Estate Fundo, fundo gerido pela portuguesa Square Asset Management.
Situado junto ao Estádio do Dragão, o Alameda tem 38.800 metros quadrados de área bruta locável, contando com mais de 90 lojas, entre elas insígnias multinacionais como Zara, Massimo Dutti, Fnac, Primor, e é o primeiro ativo deste formato a integrar o portefólio de imóveis do Property Core Real Estate.
Este shopping está “inserido numa área com elevado potencial de consolidação, tendo em conta o número de novos empreendimentos residenciais e empresariais previstos para a zona envolvente, que vão adicionar perto de 7.600 moradores e trabalhadores à zona”, enfatiza a CBRE, que assessorou a operação de compra, assegurando a continuidade do mandato de gestão do centro comercial
Citado num comunicado, Nuno Nunes, CIO da Square AM, afirma que “foram identificadas várias iniciativas que poderão ser implementadas para reforçar a atratividade deste investimento, nomeadamente através de uma gestão ativa e da captação de um fluxo maior de visitantes”.
“A oportunidade de investimento encontra-se alinhada com a política de investimento do fundo, apresentando um perfil adequado para potenciar um retorno superior no médio e longo prazo”, afiança o mesmo gestor da Square AM.
O Property Core Real Estate Fund, que é comercializado no Banco Best e no Novo Banco e conta com cerca de oito mil subscritores, “supera já os 360 milhões de euros em ativos sob gestão em Portugal e Espanha, focando-se em ativos que garantam rendimento atual, potencial de valorização e uma relação prudente no seu retorno/risco”, remata Nuno Nunes.
(Notícia atualizada às 12:12)
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