Cinco mortes e mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin
Seguros são meio normal de cobertura dos danos causados pelo mau tempo, diz Leitão Amaro
Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste ainda suspensas
Situação de calamidade decretada até 1 de fevereiro em pelo menos 60 municípios
Montenegro: "Muitas empresas que operam noutras regiões vão ficar com cadeias de abastecimento muito limitadas"
Circulação de autocarros em Coimbra pode sofrer perturbações nos próximos dias
Governo "em contacto" com Bruxelas para "perspetivar formas de financiamento"
Montenegro: "Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretado estado de calamidade"
Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%
Mais de metade das freguesias do país afetadas
Kristin fecha supermercados e afeta transporte de mercadorias, mas não há "ruturas"
Generali Tranquilidade com aumento de 200% nas participações de sinistros
Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade
Prejuízos entre 5 e 10 milhões em estufas e culturas agrícolas no Oeste
Montenegro fala em "esforço financeiro grande" para recuperar da tempestade. Geradores mobilizados para Leiria
Kristin deitou abaixo 7% da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade
Decretada situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin
Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede socorro
PCP pede declaração de calamidade e apoios imediatos às populações
Queda de árvore esmaga carro e corta EM 530 no concelho de Montemor-o-Novo
Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água
Ferreira do Zêzere pede ao Governo que decrete estado de calamidade
Ainda há 450 mil pessoas sem eletricidade
Região de Leiria com dezenas de pequenas inundações
Proteção civil registou 192 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00
Seis desalojados na Batalha e rede Siresp deixou de funcionar
Alvaiázere com "cenário catastrófico"
Força Aérea tenta restabelecer normalidade na Base Aérea de Monte Real
Linhas ferroviárias do Norte, Beira Baixa e Oeste mantêm-se suspensas
Cinco mortes e mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin
A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.
De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17:00 de hoje, e desde as 16:00 de dia 27, estão contabilizadas cinco vítimas mortais devido à passagem da depressão Kristin, contabilizando já a morte de uma mulher de 85 anos, em Ribeira de Alcantarilha, Silves, na quarta-feira, depois de o veículo onde seguia ter sido arrastado por um ribeiro.
A Proteção Civil contabiliza ainda "uma vítima mortal em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore sobre um veículo ligeiro; uma vítima em Carvide (concelho de Leiria), atingida por uma chapa metálica; uma vítima em Fonte Oleiro (concelho de Leiria), encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra; e uma outra vítima em Carvide, que ficou presa na estrutura da habitação".
Na quarta-feira, o município da Marinha Grande disse numa informação à Lusa que um homem de 34 anos morreu na sequência do mau tempo.
Das mais de 8.000 ocorrências registadas até às 17:00 de hoje, 1.310 aconteceram na Grande Lisboa, 1.141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.
A ANEPC contabiliza até ao momento 4.554 quedas de árvores; 1.685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias.
Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Seguros são meio normal de cobertura dos danos causados pelo mau tempo, diz Leitão Amaro
O ministro da Presidência avisou esta quinta-feira, em Lisboa, que o apoio do Estado, face ao impacto do mau tempo, é sempre "complementar e subsidiário" e afirmou que os seguros são o meio normal de cobertura dos danos.
"O apoio estadual é sempre complementar e subsidiário a uma obrigação imprescindível que é a cobertura de seguros", afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final do Conselho de Ministros.
O governante precisou ainda que o apoio público não "exclui nem prejudica" a ativação dos seguros, que classificou como o "meio normal" para a cobertura dos danos do mau tempo, cujo valor está ainda a ser apurado no terreno.
As seguradoras têm de assegurar indemnizações no caso de clientes com seguros que cubram danos de tempestade mesmo nas zonas em que esteja declarada a situação de calamidade, seguro a Lei de Bases da Proteção Civil.
O artigo 61.º da lei considera "nulas, não produzindo quaisquer efeitos, as cláusulas apostas em contratos de seguro visando excluir a responsabilidade das seguradoras por efeito de declaração da situação de calamidade".
Assim, no caso de clientes com seguros que cobrem danos provocados por fenómenos como tempestades, as seguradoras não se podem pôr de fora por a zona desses danos ser abrangida pela situação de calamidade.
"Existindo contrato de seguro que cubra os danos, a declaração de calamidade não produz efeitos de exclusão e não pode ser invocada", confirmou à Lusa fonte oficial da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), afastando qualquer dúvida sobre este tema.
Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste ainda suspensas
A circulação na linha ferroviária do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, e do Oeste mantinha-se às 17:00 de hoje suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, informou a CP -- Comboios de Portugal.
Fonte da CP disse à Lusa que, pelas 17:00, se registavam constrangimentos em troços das linhas ferroviárias do Douro, entre Régua (distrito de Vila Real) e Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda), e da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo (ambos no distrito de Castelo Branco).
A essa hora, verificava-se também a suspensão do serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento (distrito de Santarém), referiu fonte da empresa de transporte ferroviário.
"Devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nestas linhas e sem previsão de retoma", indicou à Lusa fonte da CP, num ponto de situação pelas 17:00, que mantém inalterado o balanço divulgado pelas 12:00 na página de Facebook da empresa.
Às 12:00, a circulação ferroviária já se encontrava retomada na linha da Beira Baixa, realizando-se o serviço regional no troço Guarda - Covilhã (distrito de Castelo Branco), bem como nos Urbanos de Coimbra, no troço Coimbra B - Alfarelos (concelho de Soure, distrito de Coimbra).
De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação pelas 16:00, a circulação ferroviária registava "constrangimentos em algumas linhas da rede nacional, devido às condições meteorológicas adversas da última madrugada, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura".
Estas ocorrências, segundo a IP, estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço.
O ponto de situação da IP às 16:00 indicava que a circulação ferroviária estava suspensa em troços das linhas do Norte, entre Fátima (distrito de Santarém) e Alfarelos; do Douro, entre a Régua e Pocinho; da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo; do Oeste, entre Mafra e Amieira, e entre Louriçal e Figueira da Foz; e do ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.
As equipas da IP estão no terreno a "desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou a empresa.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou hoje situação de calamidade em cerca de 60 municípios.
Montenegro: "Muitas empresas que operam noutras regiões vão ficar com cadeias de abastecimento muito limitadas"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o impacto da passagem da depressão Kristin na atividade económica não se circunscreve às regiões mais atingidas, sobretudo no centro do país, antecipando "dificuldades de produção nos próximos dias" por parte de empresas que ficam noutras zonas.
"A atividade económica, de uma forma geral, está hoje muito prejudicada, porque grande parte do setor produtivo está atingido e com ele algumas cadeias de abastecimento e de produção", afirmou, em declarações aos jornalistas, em Coimbra.
E, neste sentido, sinalizou, "há uma outra ilação que temos de tirar de uma dimensão ainda não exatamente mensurável: há um conjunto de atividades económicas que não estão localizadas nesta região, mas que dependem da capacidade produtiva desta região".
"Há muitas empresas que operam noutras regiões do país que vão ficar com as suas cadeias de abastecimento muito limitadas ou mesmo inviabilizadas e, portanto, terão dificuldades de produção nos próximos dias, semanas", realçou, apontando que "tudo isso carece de intervenção direta".
Situação de calamidade decretada até 1 de fevereiro em pelo menos 60 municípios
O Governo anunciou hoje que o decreto de situação de calamidade abrange o período entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro e cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.
Segundo Leitão Amaro, o decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a Norte, e os de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna.
Circulação de autocarros em Coimbra pode sofrer perturbações nos próximos dias
A circulação dos autocarros dos transportes urbanos de Coimbra poderá sofrer perturbações nos próximos dias, devido a constrangimentos no funcionamento da oficina de manutenção e no edifício administrativo, avisou hoje a autarquia.
Em comunicado, a Câmara e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) informaram que a forte ação do vento aquando da passagem da depressão Kristin "provocou danos significativos na cobertura das oficinas, originando infiltrações no edifício".
"Parte da estrutura do edifício administrativo encontra-se condicionada por motivos de segurança, existindo igualmente constrangimentos nos sistemas informáticos, situação que poderá ter impacto no regular funcionamento da operação de transportes em todo o município", acrescentou.
Segundo a autarquia, "a oficina de operações não se encontra, neste momento, a funcionar em pleno, podendo a sua capacidade vir a ser ainda mais condicionada".
Neste âmbito, poderá ser afetada "a disponibilidade de viaturas e a regularidade do serviço, com eventuais atrasos ou supressões pontuais de carreiras", explicou.
Os SMTUC garantem estar "a acompanhar permanentemente a situação e a adotar as medidas necessárias para minimizar os impactos no serviço" e recomendam aos munícipes "que acompanhem as atualizações através dos canais oficiais e planeiem as suas deslocações com alguma antecedência".
Governo "em contacto" com Bruxelas para "perspetivar formas de financiamento"
O Governo está "já em contacto com Comissão Europeia e com o gabinete da presidente, Ursula von der Leyen, com vista a procurar formas de financiamento face aos prejuízos provocados pela depressão Kristin, que fustigou sobretudo o centro do país.
"Queremos desenhar e perspetivar formas de financiamento para ajudarmos as famílias, empresas e entidades públicas a superarem este momento", realçou.
E, neste sentido, adiantou, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, reúne-se amanhã, sexta-feira, com as comunidades intermunicipais e, portanto, com os autarcas, para um primeiro levantamento dos danos, "necessário para definir fontes de financiamento internas e para candidaturas às de escala europeia".
Montenegro: "Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretado estado de calamidade"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, desvalorizou as críticas de vários partidos relativamente ao "timing" do decretar do estado de calamidade nas regiões mais atingidas pela passagem da depressão Kristin.
“Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretada a situação de calamidade, nomeadamente no que diz respeito às operações que estão hoje no terreno", afirmou, em declarações aos jornalistas, em Coimbra.
E foi mais longe: "Esta decisão do ponto de vista do que tinha de ser feito nestas horas não teve impacto nenhum. Assumo isso - podia assumir o contrário".
Mais de metade das freguesias do país afetadas
Mais de 50% das 3.259 freguesias do país foram afetadas pela depressão Kristin, revelou hoje a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), relatando "muitos estragos" em habitações, empresas e áreas florestais, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra.
"Há muitas juntas de freguesia, como não podia deixar de ser, a desenvolver trabalhos para proteção, salvaguardando bens e até casas das pessoas", afirmou o presidente da Anafre, Jorge Veloso (PS), em declarações à agência Lusa.
Realçando que as freguesias têm um "conhecimento profundo" do território, Jorge Veloso sublinhou que as juntas são "a primeira porta que se abre para que possa haver, para as populações, uma resposta rápida", apesar de terem meios reduzidos em comparação, por exemplo, com as câmaras municipais e as comunidades intermunicipais.
"É uma situação, por vezes, de uma dimensão tal que é difícil a freguesia responder rapidamente, porque são centenas de árvores, são habitações, são telhados que voaram. Temos uma série de situações que não conseguimos resolver à primeira, [...] nem as câmaras municipais conseguem, quanto mais as juntas de freguesia. No entanto, tentamos dar o melhor encaminhamento possível a todas as situações que nos são transmitidas", declarou.
Questionado sobre o universo de freguesias afetadas pela depressão Kristin, sobretudo com ventos fortes, chuva e agitação marítima, o presidente da Anafre disse que ainda não dispõe desse levantamento, "mas pelo menos mais de 50% das freguesias estão a ser neste momento envolvidas nesta situação, mais de 50% com certeza".
O também ex-presidente da União de Freguesias de São Martinho e Ribeira de Frades, em Coimbra, referiu que "há muitos estragos em termos de habitações, em termos também de floresta", com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra.
"Foi uma situação anómala, mas que provocou e continuará a provocar, se as condições do tempo não melhorarem, este tipo de situação, até porque neste momento nos deparamos com outro problema, que é a questão das inundações: há efetivamente barragens que estão neste momento a descarregar ou estão a começar a descarregar. Isso implicará que os terrenos, como estão já completamente encharcados com água, não consigam receber mais água proveniente das barragens", alertou.
Jorge Veloso indicou que a possível ocorrência de inundações poderá provocar "prejuízos incalculáveis".
Sobre se há mais freguesias como a das Meirinhas, no concelho de Pombal, que antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros, o presidente da Anafre respondeu: "Com certeza que sim [...], vai haver com certeza muitas mais a reivindicarem também o apoio urgente para as habitações, para as pessoas afetadas, para as unidades industriais. Vai haver muita freguesia que irá envolver-se nesta situação."
"Esses 500 milhões de euros que a junta de freguesia está a reivindicar são com certeza para fazer face a todos os prejuízos causados, [...] é para todas as unidades industriais, habitações, etc.", explicou.
Sobre se a depressão Kristin foi pior do que o furacão Leslie, registado em outubro de 2018, Jorge Veloso contou que viveu as duas situações e "esta foi mais grave": "Na zona do território onde vivo, que é Coimbra, considero que esta foi mais grave."
Relativamente ao Governo ter decidido decretar a situação de calamidade "nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", considerou que é importante para "se estabelecerem prazos a cumprir" relativamente à reposição da normalidade, em particular no reabastecimento de eletricidade, gás e comunicações.
"Há situações que são urgentes de resolver", reforçou Jorge Veloso, afirmando que as freguesias estarão também envolvidas na resposta no âmbito da situação de calamidade.
A Anafre realiza o seu Congresso eletivo em Portimão, no distrito de Faro, entre sexta-feira e domingo, mas o autarca afastou o registo de problemas devido ao impacto do mau tempo.
"O Congresso não vai ser adiado, com certeza que não. Poderá haver uma ou outra desistência, mas não contamos que seja muito grave", indicou.
A disponibilidade das freguesias para colaborarem na resposta aos danos provocados pelo mau tempo será também manifestada na reunião magna destas autarquias, frisou Jorge Veloso.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%
O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.
Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos 'sites' das CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.
"Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros", adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.
Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas -- uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.
O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.
Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.
Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.
De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade .
Kristin fecha supermercados e afeta transporte de mercadorias, mas não há "ruturas"
A passagem da depressão Kristin levou ao fecho de supermercados em Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande, com Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) a dar conta do encerramento temporário de seis das 41 lojas dos seus associados nos três concelhos.
Leia mais aqui
Guerra ataca venda da TAP
E a poupança, não conta?
Mais lidas
O Negócios recomenda