Teixeira Duarte com lucros de 17,4 milhões até Junho

O volume de negócios da Teixeira Duarte recuou quase 10% no primeiro semstre, tendo os mercados externos reduzido o seu contributo para 73,3%. O EBITDA aumentou 3,8%, influenciado, entre outros aspoectos, pela venda do Lagoas Park.
Miguel Baltazar/Negócios
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Maria João Babo 31 de agosto de 2018 às 17:36

A Teixeira Duarte registou no primeiro semestre deste ano um lucro de 17,4 milhões de euros, o que compara com perdas de mais de 9 milhões apresentadas no período homólogo de 2017.

Além do impacto normal do desenvolvimento da actividade nos seus diferentes mercados de actuação, o grupo explica que este resultado foi também influenciado por diferenças de câmbio desfavoráveis, no valor de cerca de 38,6 milhões de euros, e ainda pelo impacto positivo, em 19,7 milhões de euros "da posição monetária líquida decorrente da aplicação da IAS 29 às empresas de Angola", considerada agora economia hiperinflacionária.
Sem a aplicação desta norma contabilística em relação a Angola, a Teixeira Duarte teria registado um prejuízo superior a 2,2 milhões de euros.

O volume de negócios da Teixeira Duarte atingiu em Junho os 428,4 milhões de euros, o que reflecte uma diminuição 9,8% face a Junho de 2017. Segundo refere, em Portugal, registou-se um aumento de 32,9 milhões de euros, mesmo após a alienação da Recolte e Recolte Porto que há um ano ainda integravam o perímetro de consolidação e contribuíram com cerca de 6,2 milhões para o volume de negócios.

Os outros mercados desceram globalmente 20,2%, em parte resultante da menor relevância em euros da actividade em alguns mercados externos, em especial em Angola, refere ainda a Teixeira Duarte, que viu o peso da área internacional recuar de 82,8% para 73,3% do total do volume de negócios
Em Angola, o volume de negócios recuou 27,7%, mantendo-se no entanto como principal mercado do grupo. No Brasil a quebra da actividade foi de 23,7% e em Moçambique de 67,2%.Já na Venezuela registou uma subida de 496,2%, o que o grupo explica com a exploração do Porto De La Guaria, operação que se iniciou no segundo semestre de 2017 e que no primeiro semestre de 2018 atingiu o montante de 10,1 milhões de euros.

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Por área de negócio, apenas o imobiliário contribuiu positivamente para o volume de negócios, crescendo 28,9%. A construção registou um recuo de 1,8%, as concessões e serviços de 8,2%, a hotelaria de 19%, a distribuição de 29,2% e o automóvel de 54,8%. 

O EBITDA registou um aumento de 3,8% face a Junho de 2017 para 1,2 milhões de euros, tendo este indicador sido influenciado designadamente pela alienação da participada Lagoas Park, com ganhos de 24,9 milhões de euros.

O endividamento líquido registou uma diminuição de 9,7% em relação ao final do ano passado, tendo-se fixado, no final de Junho, em 770,9 milhões de euros.


A carteira de encomendas era no final do semestre de 1.887 milhões de euros.


(Notícia actualizada às 18:17 com mais informação)
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