Benfica admite perdas até 15 milhões com centralização dos direitos televisivos
Nuno Catarino, CFO da SAD, diz que o modelo de direitos televisivos é "inaceitável" e garante liquidez para reembolsar a nova emissão de obrigações. A estratégia passa por reduzir a dependência de vendas de jogadores em quatro a cinco anos.
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A Benfica SAD admite que poderá perder entre 5 e 15 milhões de euros por ano com o modelo de centralização dos direitos televisivos previsto a partir de 2028/29, considerando-o “inaceitável”. Em entrevista ao Eco, o CFO Nuno Catarino defende que o clube não precisa da centralização para valorizar o seu produto e critica as estimativas da Liga, apontando que os 220 milhões previstos estão inflacionados.
Ao mesmo tempo, o clube lançou uma nova emissão obrigacionista de 40 milhões de euros, a cinco anos, numa estratégia de gestão da dívida e reforço da estabilidade financeira. Apesar de um rácio de liquidez de 0,39 e de um défice entre ativo e passivo corrente de 191,4 milhões de euros, o responsável financeiro garante que há tesouraria suficiente para cumprir os compromissos, incluindo o reembolso de 50 milhões que vencem em maio.
No plano estratégico, o Benfica quer reduzir a dependência das vendas de jogadores, que ainda explicam a totalidade dos lucros, com um horizonte de quatro a cinco anos.