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Benfica e Santa Clara alvo de buscas da PJ devido a suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento

Em comunicado o Ministério Público confirma que está a efetuar um conjunto de 29 buscas a negócios de futebol.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 09 de Novembro de 2020 às 08:56
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A Polícia Judiciária está a efetuar buscas ao Benfica e ao Santa Clara, sendo que o alvo são as direções das sociedades anónimas desportivas dos dois clubes com negócios de três jogadores líbios e suspeitas de corrupção no caso Mala Ciao, avança a Sábado.

 

A operação conjunta de buscas do Ministério Público (MP), Polícia Judiciária (PJ) e Autoridade Tributária (AT) visa os negócios relacionados com três jogadores líbios: o extremo esquerdo Hamdou Elhouni; o médio defensivo Mohamed Al-Gadi; e o médio ofensivo Muaid Salem Ali, mais conhecido como Muaid Ellafi. Os três atletas passaram há vários anos pelo clube dos Açores, sendo que o primeiro chegou a ser transferido a 1 de julho de 2016 para o Benfica.

Em comunicado o Ministério Público confirma que está a efetuar um conjunto de 29 buscas, indicando apenas que entre os alvos estão dois clubes e três SAD.

O Benfica e Santa Clara também confirmaram terem sido alvo de buscas. Contactadas pela Lusa, fontes oficiais dos dois clubes confirmaram a realização de buscas, tendo ambos os emblemas da I Liga remetido esclarecimentos para mais tarde, através de comunicados.

Segundo a Sábado, a Polícia Judiciária também está a fazer buscas na Sociedade Anónima Desportiva do Sporting, mas fonte oficial da SAD leonina garantiu que a as buscas em Alvalade não estão relacionadas com os processos relativos ao Benfica e Santa Clara e com o caso Mala Ciao

De acordo com a PGR, no total estão a ser efetuadas oito buscas domiciliárias; uma, a uma fundação; seis, a instalações de três sociedades desportivas; nove, a outros tipos de sociedade; três, a dois clubes desportivos; e duas, a dois escritórios de advogados.

"Decorrem em vários locais do país e contam com a participação de magistrados do Ministério Público e dos tribunais de Instrução Criminal, inclusive, o Central e elementos da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária", refere o comunicado, indicando que "nos inquéritos investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento".

Acrescenta que "estão em causa negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional e relativos, nomeadamente, a contratos de parceria de cooperação financeiro-desportiva e respetivos aditamentos bem como a acordos de alteração de contrato de parceria".

"Investigam-se ainda a aquisição dos direitos desportivos e económicos dos jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro", refere a PGR, salientando que "as investigações incidem igualmente sobre o envolvimento de outros tipos de sociedades (algumas ligadas ao setor imobiliário), o pagamento em dinheiro deprémios de jogo, a satisfação de dívidas pessoais de dirigentes, a utilização por estes de valores dos clubes e a omissão declarativa de operações fiscalmente relevantes".

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