Estados Unidos pediram à Suíça extradição de sete dirigentes da FIFA
As autoridades norte-americanas solicitaram à Suíça a extradição de sete dos 14 dirigentes e ex-dirigentes detidos em Maio devido a suspeitas de prática de corrupção.
As autoridades norte-americanas pediram à Suíça a extradição de sete dirigentes da FIFA detidos em Maio por suspeitas de corrupção, nomeadamente dos crimes de extorsão, constituição de redes fraudulentas e lavagem de dinheiro. Segundo a BBC, as autoridades suíças já confirmaram que a formalização do pedido de extradição feito por Washington foi feita ontem, 1 de Julho.
As sete pessoas em causa estão entre o total de 14 dirigentes e ex-dirigentes do organismo que tutela o futebol mundial que foram detidas, pelas autoridades suíças, ao início da manhã de 27 de Maio, na sequência de acusações originadas por uma investigação encetada nos Estados Unidos pelo FBI.
O departamento federal de justiça suíço já confirmou também que a polícia de Zurique vai assegurar uma audição a cada dos sete detidos em causa para que estes se possam pronunciar sobre os pedidos de extradição. Estes sete dirigentes da FIFA terão 14 dias para responder ao pedido, um período de tempo que poderá ser prolongado se houver razões que o justifiquem, adiantaram as autoridades helvéticas.
Quem são os sete dirigentes?
Uma das figuras que se destaca entre os dirigentes detidos em Zurique e que agora são alvo de pedidos de extradição para os Estados Unidos, é Jeffrey Webb, até há pouco vice-presidente da FIFA e presidente da confederação de futebol da América do Norte e Central.
Os restantes dirigentes são Rafael Esquivel, Nicolas Leoz, Jack Warner, Eduardo Li, Eugenio Figeredo e Jose Maria Marin.
As detenções de 27 de Maio originaram um processo que viria a culminar com um alegado pedido de demissão de Joseph Blatter, isto poucos dias após a sua reeleição para um quinto mandato no âmbito de um processo eleitoral que ficou marcado por polémica devido às pressões para que o dirigente suíço retirasse a sua candidatura.
Entretanto, na semana passada, Blatter assegurou que não apresentou nenhum pedido de demissão, mas que apenas colocou o seu lugar à disposição.