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UEFA mantém apoio à candidatura de Platini à presidência da FIFA

Os membros da UEFA, que se reuniram esta quinta-feira na Suíça, reiteraram o apoio à candidatura de Platini à presidência da FIFA de Michel Platini. O francês encontra-se actualmente suspenso da vice-presidência da FIFA.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 18:16
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Apesar da investigação criminal em curso contra Michel Platini, presidente da UEFA, o organismo que tutela o futebol europeu mantém o apoio ao antigo futebolista gaulês na corrida à presidência da FIFA. Após a reunião dos 54 membros da UEFA, que decorreu esta quinta-feira, 15 de Outubro, na Suíça, citado pela BBC, o presidente da federação austríaca revelou que os 54 membros "apoiam inteiramente" a candidatura de Platini a sucessor de Joseph Blatter, presidente demissionário da FIFA.

 

A questão hoje discutida na Suíça prende-se com o facto de tanto Platini como Blatter estarem a ser investigados. As autoridades suíças instauraram procedimentos criminais contra os dois dirigentes desportivos devido a um alegado "pagamento ilegal" de cerca de 1,8 milhões de euros feito por Blatter a Platini em 2011.

 

Ambos negam terem incorrido em qualquer acção para lá do enquadramento legal, com Platini a afirmar ter recebido uma "compensação válida" pelo contributo dado àquele organismo durante mais de nove anos. Michel Platini afiança ter aceitado aquele montante enquanto pagamento atrasado pela sua função de consultor da FIFA entre 1998 e 2002.

 

Já depois de aberta a investigação criminal, o Comité de Ética da FIFA reuniu-se, ainda na semana passada, para avaliar a situação. Acabando por decidir pela suspensão de Blatter, da presidência do organismo, e de Platini, da vice-presidência da FIFA, cargo detido por inerência pela pessoa que em determinado momento detém a "chefia" da UEFA. Ambos foram suspensos por um período de 90 dias.

 

A adensar as dúvidas em torno deste pagamento está a ausência de qualquer contrato escrito sobre uma eventual prestação de serviços por parte de Platini face à FIFA.

 

Já esta quinta-feira, também o sueco Lennart Johansson, ex-presidente da UEFA, veio criticar Platini asseverando que o antigo internacional francês "não pode continuar nem mais um minuto como presidente da UEFA a menos que dê explicações convincentes" sobre o referido pagamento.

 

"Durante os 17 anos em que fui presidente da UEFA nunca aconteceu nada igual. Platini é meu amigo e respeito-o, mas tem de explicar com detalhe qual a razão para recebido aquele pagamento com nove anos de atraso", concluiu Lennart Johansson.

Platini é candidato às eleições para a presidência da FIFA que foram agendadas para 26 de Fevereiro, já depois de Blatter ter anunciado a sua demissão do cargo poucos dias depois da sua reeleição para um quinto mandato. A provocar esta demissão de Blatter, que ainda assim decidiu manter-se provisoriamente no cargo, esteve a grande pressão sobre o dirigente suíço no seguimento do escândalo que eclodiu a 27 de Maio com a detenção, em Zurique, de 14 dirigentes e ex-dirigente da FIFA, suspeitos dos crimes de extorsão, constituição de redes fraudulentas e lavagem de dinheiro, na sequência de uma investigação iniciada nos Estados Unidos.

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