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Finais da NBA com menor audiência de sempre nos Estados Unidos

Cada jogo da final entre Los Angeles Lakers e Miami Heat foi visto, em média, por sete milhões e meio de pessoas, nos Estados Unidos, o que representa um decréscimo de 51% face ao ano passado.

EPA
Vicente Lourenço vicentelourenco@negocios.pt 15 de Outubro de 2020 às 13:20
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Os seis jogos da final da NBA de 2020, que viram os Los Angeles Lakers de Lebron James sagrarem-se campeões frente aos Miami Heat de Jimmy Butler, foram vistos por cerca de 45 milhões de pessoas, nos Estados Unidos, o que dá uma audiência média por jogo de sete milhões e meio de telespetadores. Quer isto dizer que os jogos decisivos da mais mediática competição de basquetebol do mundo foram vistos, em média, por menos de metade das pessoas que presenciaram, no ano passado, a fantástica vitória dos Toronto Raptors diante dos Golden State Warriors.


Os ratings revelam ainda outra realidade: foi a menor audiência de sempre, nos Estados Unidos, desde que as finais da NBA são transmitidas na televisão. Longe vai o ano de 1998, em que quase 37 milhões de telespetadores viram os Chicago Bulls de Michael Jordan derrotar os Utah Jazz no sexto jogo das finais.


Há quem alegue que o atraso no calendário dos jogos, provocado pela pandemia, explica a queda nas audiências. Em vez de decorrerem em junho, as finais realizaram-se em outubro, na arena do Walt Disney World, na Florida (a liga de basquetebol norte-americana procurou assim isolar os jogadores, que marcaram presença nos playoffs, na chamada "bolha da NBA"). Isso fez com que as finais da NBA tivessem de competir por audiências com outros desportos como o futebol americano ou o beisebol. As eleições norte-americanas também são apontadas como responsáveis por desviar as atenções. Outros analistas defendem que o movimento social "Black Lives Matter", apadrinhado pela NBA, pode ter afugentado telespetadores, embora as estatísticas indiquem que não houve alterações na composição das audiências, mantendo-se os habituais 45% de telespectadores brancos.


Mas há ainda mais um problema a considerar nesta equação: houve, pura e simplesmente, menos pessoas a ver televisão. Cerca de 76 milhões de pessoas viram televisão, nos Estados Unidos, durante os primeiros cinco jogos das finais, o que representa um decréscimo de 9% em relação ao período em que foram jogadas as finais de 2019. A verdade é que cada vez menos pessoas escolhem ver televisão. A proliferação de novas formas de transmitir conteúdo, como as célebres plataformas de streaming da Netflix ou HBO, vieram alterar o paradigma do consumo de entretenimento. Como consequência, a televisão por cabo ou satélite está a perder a sua quota de mercado.


Ainda assim, os eventos desportivos são considerados pelas estações de televisão como a melhor aposta contra este fenómeno de cord cutting (cortar o cordão) - em que os espectadores optam por cancelar as subscrições de pacotes de operadores de televisão - por causa da capacidade que têm de atrair audiências em direto. No entanto, as fracas audiências nas finais da NBA de 2020 podem indicar que já não é possível reverter o chamado "efeito Netflix". 

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