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Portugueses condenam realização da final da Champions no Porto e culpam Governo

A culpa do que aconteceu com os adeptos no Porto na final da Liga dos Campeões em maio foi do Governo, para os inquiridos da Intercampus.

Lusa
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 20 de Junho de 2021 às 09:45
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Quase dois terços dos inquiridos nma sondagem da Intercampus para o Negócios e CM/CMTV condenam a realização da final da Liga dos Campeões no Porto, que aconteceu no dia 29 de maio, entre Manchester City e Chelsea, na qual o clube da cidade londrina saiu vencedor.

Questionados sobre este acontecimento no Porto, em plena pandemia, no qual foi permitida a entrada de mais de 16 mil adeptos, os inquiridos responderam em 65,6% dos casos que consideram a realização negativa, cabendo uma fatia de 22,2% a considerá-la positiva. 10,9% dizem não ter sido nem positiva nem negativa.

Para 53,8% este acontecimento deu uma imagem negativa de Portugal no estrangeiro, sendo que 16,1% considera que até deu uma imagem positiva. Para a percentagem subir para 25,2% no grupo que considera que não teve impacto na imagem de Portugal lá fora.

O Governo é o considerado o culpado do que aconteceu no Porto, com os desacatos e a falta de respeito pelas regras sanitárias dos adeptos que se descolacaram à Invicta para assistir ao jogo. Foram 52,1% a atribuir essa culpa ao Executivo de António Costa, merecendo a Câmara do Porto a culpabilização por 12,3% dos inquiridos.

A mesma percentagem, aliás (12,3%), que diz mesmo que a culpa foi de todos. 9% deixam a culpa para a polícia e 8,9% para a Direção-Geral de Saúde.

Ficha técnica
Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental.
Amostra: A amostra é constituída por 608 entrevistas, com a seguinte distribuição proporcional por Género (288 homens e 320 mulheres), por idade (128 entre os 18 e os 34 anos; 209 entre os 35 e os 54 anos; e 271 com mais de 55 anos) e região (230 no Norte, 140 no Centro, 169 em Lisboa, 42 no Alentejo e 27 no Algarve).
Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo / móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2016) da Direção Geral da Administração Interna (DGAI).
Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing). Estiveram envolvidos 23 entrevistadores, devidamente treinados para o efeito, sob a supervisão dos técnicos responsáveis pelo estudo. Os trabalhos de campo decorreram de 8 a 16 de junho.
Margem de Erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%.
Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de 62,3%.

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