Vice-presidente da FIFA suspenso por alegadamente ter lucrado com a venda de bilhetes para o Mundial
Jérôme Valcke, vice-presidente da FIFA e o segundo na hierarquia do organismo que lidera o futebol mundial, foi suspenso pela organização por, alegadamente, ter beneficiado directamente da venda de bilhetes para o Mundial de 2014 para o seu fundo de pensões.
A FIFA suspendeu o seu n.º 2, Jérôme Valcke (na foto ao lado de Joseph Blatter), por alegadamente este ter tirado proveito da venda de bilhetes para o Mundial, cujos ganhos iriam para o fundo de pensão do secretário-geral, escreve o Wall Street Journal.
A decisão surge após terem sido divulgados na imprensa alguns e-mails de Jérôme Valcke na passada quinta-feira, dia 17 de Setembro.
Horas após a divulgação dos documentos, a FIFA anunciou que iria suspender o secretário-geral indefinidamente e iniciar uma investigação interna.
Em comunicado, a organização diz que "A FIFA foi alertada por uma série de alegações envolvendo o secretário-geral e solicitou uma investigação formal ao Comité de Ética da FIFA".
O Wall Street Journal, diz que o secretário-geral fechou acordos para ficar com 50% dos lucros de venda de bilhetes para o Mundial realizado no Brasil, num esquema em que inflacionava os bilhetes em mais de 200%, que iriam para o próprio.
Ao jornal norte-americano, Benny Alon, responsável pela organização de Mundiais de futebol desde 1990, revelou que Jérôme Valcke o usou como meio de vender bilhetes inflacionados para proveito do secretário-geral.
Benny Alon revelou conversas de e-mail com o número dois da FIFA em que Jérôme Valcke pedia que se iniciasse a venda destes bilhetes e que o dinheiro serviria para o fundo de pensão do secretário-geral.
O advogado de Jérôme Valcke, Barry Berke, diz que o seu cliente "nega inequivocamente estas ultrajantes e fabricadas acusações". O advogado acrescenta que Jérôme Valcke não recebeu nada de Benny Alon e que o conselho legal da FIFA tinha aprovado este acordo.