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Tribunal de Contas chumbou compra do antigo estádio pela Câmara de Paredes

O Tribunal de Contas chumbou a aquisição pela anterior gestão PSD da Câmara de Paredes do complexo das Laranjeiras, que inclui o antigo estádio de futebol da cidade, informou esta sexta-feira fonte da autarquia.

tribunal de contas oliveira martins
tribunal de contas oliveira martins Miguel Baltazar
06 de Abril de 2018 às 17:45

Aquele tribunal justificou o veto ao negócio com o argumento de que a câmara violou a lei das Finanças locais, acrescenta o município numa nota de imprensa enviada à Lusa.

"Esta é mais uma evidência da má herança deixada pelo anterior executivo PSD, refere o presidente da Câmara de Paredes, o socialista Alexandre Almeida, citado no comunicado.

Adianta-se ainda que o novo executivo de maioria PS já "está à procura de alternativas para adquirir espaço e garantir que não vai perder o sinal de 300 mil euros já dado", pela anterior gestão PSD.

Segundo o presidente, o executivo que geriu os destinos do concelho até às eleições de 2017 "nunca poderia ter avançado para a compra do complexo das Laranjeiras, orçada em 1,58 milhões de euros, nem ter dado o sinal de 300 mil euros, sem o visto prévio do Tribunal de Contas, tendo ainda sido violada a Lei dos Compromissos".

"A autarquia vai reclamar desta decisão e tentar obter mais uma vez o visto. Caso não seja concedido, terá de encontrar uma solução alternativa para a aquisição da antiga zona desportiva da cidade", acentuou Alexandre Almeida.

O complexo desportivo das Laranjeiras foi vendido pela Câmara Paredes, em 2008, à Guedol Engenharia S. A., empresa que pagou 8,5 milhões de euros para construir um centro comercial no lugar onde estão edificados o estádio e o pavilhão desportivo.

No entanto, o projecto foi travado por sucessivos processos judiciais e a Guedol Engenharia S. A. acabou por ser declarada insolvente.

Em Janeiro de 2017, em hasta pública, a câmara liderada pelo anterior presidente, Celso Ferreira, avançou para a aquisição do antigo complexo desportivo e sinalizou o negócio com uma verba de 300 mil euros, comprometendo-se a pagar 1,28 milhões de euros, em prestações, o que não cumpriu até ao final de 2017, segundo informa hoje o município.

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