18 meses de prisão para Dolce e Gabanna por evasão fiscal
Estilistas viram a sua pena reduzida em dois meses face à decisão do tribunal de primeira instância.
Os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabanna foram condenados, na passada quarta-feira, a 18 meses de prisão por fraude fiscal em Itália, informou a Reuters.
No julgamento de primeira instância, realizado no ano passado, a dupla tinha sido condenada a 20 meses de prisão por evasão fiscal estimada em mil milhões de euros. Após o recurso, a pena acabou por ser reduzida em dois meses com a prescrição de alguns dos crimes.
Segundo os juízes, citados pela Reuters, os proprietários da Dolce&Gabanna são acusados de criar uma empresa fantasma no Luxemburgo para escapar das autoridades fiscais italianas, uma vez que o negócio continuava a ser gerido a partir da Sicília, Itália.
Os advogados de defesa já informaram que vão recorrer novamente da decisão.
As empresas em sectores de alto perfil, em que se inclui a indústria de alta costura, estão na mira do Estado italiano, que se tem tornado mais interventivo a nível fiscal com o objectivo de diminuir o défice do país.
Contudo, poucos casos têm chegado a tribunal: este mês, de forma voluntária, a Giorgio Armani pôs fim a uma disputa fiscal de 270 milhões de euros.