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Arco Ribeirinho Sul foi extinta mas projecto de requalificação é para continuar, diz Governo

A sociedade responsável pela requalificação da antiga região industrial da margem Sul foi oficialmente dissolvida, 12 dias depois do objectivo anteriormente definido por Assunção Cristas. Planos de recuperação da Margueira, Quimiparque e Siderurgia Nacional continuam, agora dependentes da articulação de autarquias, da Baía do Tejo e de um grupo de acompanhamento não remunerado.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 17:42
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A sociedade Arco Ribeirinho Sul, que tinha sob sua responsabilidade a coordenação da requalificação territorial da área industrial de Almada, Barreiro e Seixal, foi extinta. O projecto de requalificação da região continua, contudo, activo.

A Arco Ribeiro Sul, S.A. foi extinta devido aos “actuais constrangimentos” e à “indispensabilidade de racionalizar custos”, indica o comunicado do Conselho de Ministros de hoje.

Cristas tinha afirmado que terminar com esta empresa iria levar a uma poupança de 300 mil euros.

A dissolução da sociedade tinha sido já anunciada no ano passado pela Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT), Assunção Cristas, para o final de 2011. Só hoje essa extinção foi formalmente concretizada.

Projecto anunciado por Sócrates continua

Apesar de ser extinta a empresa que geria o projecto do Arco Ribeirinho Sul, o comunicado do Conselho de Ministros indica que o projecto “é de grande relevância”, o que leva a que tenha sido decidida a sua “continuidade”.

Ficam, assim, responsáveis pela concretização da requalificação da área da Margueira (Almada), Siderurgia Nacional (Seixal) e Quimigal (Barreiro) os municípios e ainda a Baía do Tejo, empresa que detém a propriedade de grande parte dos imóveis nesses territórios.

O projecto passa a ser monitorizado por um grupo de acompanhamento, não remunerado, em que estão representadas entidades da Administração Central e Local, informa o comunicado do Conselho de Ministros.

“A extinção do Arco Ribeirinho Sul não visa abandonar um projecto, é uma ambição de requalificação da região, existe e pronto para ser aplicado, assim que apareçam entidades interessadas para o fazer”, afirmou Assunção Cristas em Setembro passado.

Em 2009, no evento de apresentação do projecto, José Sócrates anunciou um plano de investimentos de 520 milhões de euros. “É uma oportunidade que não temos o direito de não aproveitar”, considerou na altura.
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