BCP perde mais de 2 mil milhões em bolsa no espaço de um mês
As acções do Banco Comercial Português, no dia em que o banco apresenta resultados e em que foi conhecida a lista para os órgãos sociais proposta pelos accionistas próximos de Paulo Teixeira Pinto, estão a descer mais de 3%. Desde o máximo fixado a 26 de
As acções do Banco Comercial Português, no dia em que o banco apresenta resultados e em que foi conhecida a lista para os órgãos sociais proposta pelos accionistas próximos de Paulo Teixeira Pinto, estão a descer mais de 3%. Desde o máximo fixado a 26 de Junho, o valor de mercado do banco já recuou mais de 2 mil milhões de euros.
As acções do BCP [BCP] desvalorizam 2,87% para 3,72 euros, tendo já chegado a acumular uma queda de 3,66% para 3,69 euros, o valor mais baixo desde 18 de Junho.
Esta cotação avalia o BCP em 13,32 mil milhões de euros, ou seja, menos 2,2 mil milhões que os 15,52 mil milhões de euros registados a 26 de Junho, quanto tocou num máximo nos 4,30 euros.
Hoje é a quinta sessão consecutiva de perdas para o BCP, que neste espaço de tempo recuou 8%. Ou seja, uma perda de capitalização bolsista de 1,26 mil milhões de euros.
A queda de hoje surge no dia em que o banco vai apresentar os resultados do primeiro semestre e depois dos accionistas aliados de Paulo Teixeira Pinto terem avançado com as propostas para os novos órgãos sociais do banco. Na lista contam nomes como João Talone, Esmeralda Dourado e Manuel Vicente, presidente da Sonangol.
Os analistas contactados pelo Jornal de Negócios aguardam uma descida de 7,7% nos lucros para 365,5 milhões de euros.
"É natural que num cenário de instabilidade a performance operacional seja penalizada", refere um operador.
Um analista adianta que o BCP "poderá ter uma factura a pagar", com a apresentação de resultados agendada para esta tarde. "Concentraram-se na luta pelo poder e poderão ter-se desleixado no lado operacional, o que deverá reflectir-se nos resultados", refere.
A mesma fonte lembra que as acções terão sido impulsionadas pela tomada de posições por parte de accionistas que querem participar na AG decisiva de 6 de Agosto. "Penso que essa fase poderá já ter sido ultrapassada", refere.