BCP recusou oferta de Berardo para adquirir posição do fundo de pensões na Cimpor
Joe Berardo, o investidor bolsista que está ao lado de Paulo Teixeira Pinto no braço-de-ferro que este trava com Jardim Gonçalves, propôs ao Banco Comercial Português (BCP) adquirir quase 10% da Cimpor, posição detida pelo banco através do fundo de pensõe
Joe Berardo, o investidor bolsista que está ao lado de Paulo Teixeira Pinto no braço-de-ferro que este trava com Jardim Gonçalves, propôs ao Banco Comercial Português (BCP) adquirir quase 10% da Cimpor, posição detida pelo banco através do fundo de pensões dos trabalhadores da instituição financeira.
A maior cimenteira nacional é uma peça relevante no diferendo que divide o BCP, uma vez que dois dos seus principais accionistas, Pedro Teixeira Duarte (CEO da Cimpor) e Manuel Fino, se evidenciaram a defender respectivamente Jardim e Teixeira Pinto.
Segundo noticia hoje o jornal "Público", a iniciativa de contactar o fundo de pensões para comprar a carteira de títulos da Cimpor partiu da Fundação Berardo a 6 de Julho.
Na carta enviada ao banco, de que é accionista com quase seis por cento do capital [ontem anunciado], Berardo fixou o passado dia 15 como data limite para receber resposta. O investidor ofereceu por 9,9 por cento da cimenteira, o correspondente ao preço médio das cotações feitas nas três semanas anteriores à data da proposta. O "Público" adianta que a gestão de Teixeira Pinto recusou o "avanço" do seu accionista, por o considerar inoportuno.
A disputa pelo controlo do BCP ultrapassou já a instituição, e levou à radicalização das intervenções de Pedro Teixeira Duarte (da construtora Teixeira Duarte) e de Manuel Fino (Soares da Costa), ambos accionistas históricos do BCP e com participações relevantes na Cimpor. A situação interna do BCP está a ter efeitos na cimenteira, pois quem quiser dominar a Cimpor terá de ter uma voz activa no banco. Logo, é decisivo saber quem fica com os 10% detidos pelo fundo de pensões do BCP pois essa posição permite combinações que poderão resultar no controlo da cimenteira onde, actualmente, ninguém tem a maioria do capital.