Benfica esclarece à CMVM contrato de venda de Roberto ao Saragoça
Venda do guarda-redes foi efectuada através de dois contratos e o pagamento será efectuado de forma “fraccionada”.
Depois de ontem a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter solicitado ao Benfica que divulgasse ao mercado mais detalhes sobre a venda de Roberto, a SAD do clube encarnado emitiu um comunicado onde revela mais detalhes da operação.
Reafirmando que a venda do guarda-redes foi concluída por 8,6 milhões de euros, o Benfica detalha que foram efectuados dois contratos, “um com a Real Zaragoza SAD e outro com uma sociedade de direito espanhol situada a um nível mais elevado da cadeia de domínio da Real Zaragoza SAD”.
O clube fica com os direitos desportivos do jogador e a outra sociedade passou a titular os direitos económicos.
O Benfica acrescenta ainda que o “pagamento será efectuado de forma fraccionada e encontra-se garantido, nomeadamente por títulos de crédito”.
A venda de Roberto também originou polémica em Espanha, uma vez que o Saragoça enfrenta dificuldades financeiras. O clube espanhol informou ontem que o passe do guarda-redes Roberto foi adquirido por um fundo de investimento, desmentindo que tenha pago de forma directa 8,6 milhões de euros pelo ex-benfiquista.
A equipa da Liga espanhola refere em comunicado, citado pela Lusa, que "a maioria dos reforços foram cedidos ao Saragoça", existindo em alguns casos opção de compra.
Segundo o documento, publicado no site oficial do clube aragonês, o recurso a fundos de investimento visa não comprometer a viabilidade financeira do clube, sublinhando que administração está a trabalhar para "atrair algumas figuras relevantes no panorama futebolístico"
"O caminho, nestes casos, é de colaborar com fundos de investimento especializados no mercado futebolístico e cujo o papel convencional neste tipo de transacções é especialmente útil para salvaguardar a competitividade desportiva de clubes históricos do mundo inteiro e que atravessam dificuldades económicas", sustenta o clube.
O Saragoça encontra-se em dificuldades financeiras, com dívidas de 110 milhões de euros, e ontem mesmo a agência EFE dava conta da intenção da Liga espanhola em não participar nas negociações com os credores do clube.